Irã amplia ataques contra EUA no golfo Pérsico e tensão volta a crescer no Oriente Médio — Insubornavel


Irã amplia ataques contra EUA no golfo Pérsico e tensão volta a crescer no Oriente Médio

12/07/2026 às 16:460 visualizações
Sputnik Brasil
Em resposta aos bombardeios estadunidenses realizados nos últimos dias, Teerã lançou mísseis e drones contra instalações militares dos EUA em países aliados da região e reafirmou que o estreito de Ormuz permanece fechado à navegação.
Segundo a imprensa iraniana, explosões foram registradas na cidade portuária de Bandar Abbas e na ilha de Qeshm, localizada no estreito. A agência Fars informou que as causas das explosões ainda não foram esclarecidas.
Diante disso, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) afirmou ter atingido uma série de alvos militares ligados aos Estados Unidos, incluindo um centro de comando e hangares de drones na Jordânia, uma estação de radar no Kuwait, plataformas de apoio a porta-aviões em Omã e instalações militares no Catar.

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O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou que suas forças continuam posicionadas para garantir a liberdade de navegação na região e negou que a passagem esteja sob controle iraniano. Só no último sábado (11), foram atacados cerca de 140 alvos militares no país persa.
Já o Irã informou que novas autorizações de uso da rota, uma das principais do mundo, só serão emitidas quando a situação voltar à normalidade.
O agravamento do conflito voltou a provocar impactos sobre o transporte aéreo na região. A companhia Air Astana, do Cazaquistão, anunciou a suspensão temporária dos voos para Dubai devido à deterioração da situação de segurança no Oriente Médio — foram canceladas as rotas Almaty-Dubai nos dias 13 e 14 de julho e Astana-Dubai no dia 14.
A empresa informou que os passageiros poderão solicitar reembolso integral ou remarcar as viagens sem custos até o fim de julho.
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Panorama internacional
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Negociações entre Irã e EUA ameaçadas

A nova onda de confrontos ocorre poucos dias após os Estados Unidos revogarem a licença que autorizava operações envolvendo petróleo iraniano, medida que praticamente inviabilizou o acordo provisório firmado entre Washington e Teerã no mês passado.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, teve um encontro em Omã com seu homólogo, Badr Albusaidi, para discutir a situação do estreito e possíveis medidas diplomáticas. Posteriormente, Araqchi conversou por telefone com o chanceler do Paquistão, Ishaq Dar, país que atua como um dos principais mediadores entre iranianos e americanos.
Mesmo durante as negociações, o principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, publicou uma mensagem em sua conta na rede X afirmando que "a era dos acordos unilaterais acabou", além de advertir que os Estados Unidos deveriam cumprir seus compromissos "ou pagar o preço".
O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva contra alvos iranianos, que levou a uma resposta do Irã. Durante os bombardeios, diversas autoridades civis e militares foram mortas, incluindo o líder supremo Ali Khamenei.
O estreito de Ormuz, que recebe cerca de um quinto do comércio marítimo mundial de petróleo e gás natural liquefeito, virou um dos principais focos da disputa. Um cessar-fogo chegou a ser anunciado em maio, mas nas últimas semanas o Irã restringiu a navegação na região, enquanto os Estados Unidos intensificaram sua presença militar.
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