
Nova graduação contará com parcerias na região do Campus Caldas Novas
Texto: Caroline Pires
Fotos: Lucas Yuji
Com um enorme potencial e trazendo enormes benefícios para o cooperativismo e os agricultores familiares, o Campus Caldas Novas recebeu na última sexta-feira, 10/7, uma reunião que permitiu o diálogo entre diversas entidades para pensar coletivamente a criação do curso de Cooperativismo na Universidade Federal de Goiás. A reunião contou com a presença de cooperativas da região, representantes de prefeituras, além de pesquisadores de dentro e fora da UFG. Na ocasião, foi ressaltada a importância desse passo para o desenvolvimento regional, o impacto na geração de renda e a ousadia para propor um novo espaço de formação profissional, relacionando Ensino, Pesquisa e Extensão. Confira o álbum de fotos.
A diretora do Campus Caldas Novas, Abadia dos Reis Nascimento, a Reizinha, ressaltou o potencial do espaço de 256 hectares para o desenvolvimento de pesquisas, parcerias com cursos de graduação da UFG e instituições da região. “Ao caminhar por este lugar, imaginamos estudantes circulando por aqui, pesquisadores desenvolvendo soluções e desafios da nossa região, agricultores sendo capacitados, novas tecnologias chegando em muitos projetos para essa região. Mais do que nunca, este Campus está vivo”, afirmou.
Atuando como docente na UFG desde 2015, Luiz Carlos Cunha assumiu a vice-direção do campus no início deste ano. O professor da Escola de Agronomia apresentou em detalhes aos participantes da reunião a área do campus, que hoje já recebe diversas pesquisas, promoveu cursos de capacitação para agricultores familiares e conta com uma parceria com pesquisas da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa), que reúne 10 universidades federais e atua na área da cana-de-açúcar. Desde 2022, o campus Caldas Novas tem recebido estudantes de outros países, da graduação da UFG, unindo pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento. “Temos um projeto de tornar esse lugar um centro de produção: do cacau ao chocolate. Por que não podemos ser referência nisso?”, desafiou o professor.
Reforçando que essa é uma área da Universidade que tem como missão maior servir à sociedade, a reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves, apresentou a proposta para a criação do curso de Cooperativismo. Ela explicou que o projeto já foi submetido, mas, apesar da possibilidade de criar o curso, é preciso que a UFG aguarde a liberação de vagas de professores por parte do Ministério da Educação (MEC). “Vamos seguir lutando para que essa conquista permita efetivamente a criação do curso. Caso sejamos demandados pelo MEC, trabalharemos com a apresentação de mais dados e mais detalhamentos que forem necessários para que possamos oferecer essa nova graduação o quanto antes”, afirmou.
Já a vice-reitora da UFG, Camila Cardoso Caixeta, complementou que “a UFG de maneira geral conta muito com a sociedade e empresas e quer mostrar o quanto a região é forte. Seguiremos de mãos dadas para a cooperação, para que nossos alunos sejam inseridos nas cooperativas e ao mesmo tempo tragam para a sala de aula essas discussões”, finalizou.

Reitora da UFG destacou a importância de que o curso seja construído e desenvolvido em parceria com cooperativas, prefeituras e agricultores familiares da região
Curso de graduação em Cooperativismo
Para a construção da proposta do curso de graduação, a UFG foi ouvir os outros dois cursos que estão em funcionamento no Brasil, que hoje são oferecidos de forma presencial pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na modalidade a distância. A ideia é que na UFG o curso seja oferecido na pedagogia da alternância, permitindo que o estudante passe um tempo alojado no campus e períodos em que ele retorna para a sua casa e segue desenvolvendo atividades relativas à sua graduação.
Segundo o pró-reitor adjunto de gestão de pessoas e um dos idealizadores da proposta, Juliano Lima Soares, a ideia é que a graduação seja cursada pelos estudantes em oito semestres e conte com 22 professores de diversas áreas. “A ideia é que a formação seja ampla, contando com professores de diversas áreas, e permita que o graduado tenha completa capacidade de acompanhar e orientar desde a plantação até a oferta do produto nas prateleiras”, apresentou o professor. Especialmente por isso, segundo ele, é fundamental que a proposta seja pensada em parcerias com as cooperativas da região e que tudo seja construído com o propósito de embasar os estudantes com a teoria e a prática.

Estudantes de graduação e pós-graduação da França e de Cabo Verde estão atualmente desenvolvendo pesquisas no campus

Entre outros cultivos, o Campus Caldas Novas desenvolve banana, jiló, flores comestíveis e ervas medicinais

Atualmente mais de 20 espécies de tomate estão sendo produzidas e estudadas no Campus Caldas Novas

Comitiva conheceu as pesquisas e pensou novas possibilidades para o Campus Caldas Novas
