A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos confirmou que o mundo terá um episódio de El Niño em 2026 e 2027. Segundo a entidade, há 63% de chances de este evento ser muito forte, o que ficou conhecido como Super El Niño.
O El Niño é um fenômeno climático que ocorre ciclicamente e de forma natural, geralmente com intervalos de dois a sete anos. A ciência ainda não sabe explicar completamente suas causas, mas, ao acompanhar dados meteorológicos, é possível prever e monitorar seus impactos.
O maior oceano da Terra é o Pacífico. Em condições normais, há uma circulação na sua região equatorial em que massas de ar quente levam a água da costa oeste da América Latina em direção à Oceania. Águas geladas do fundo do mar sobem para o litoral daquele lado do nosso continente. Um El Niño ocorre quando essa circulação enfraquece ou se altera significativamente.
Quando o fenômeno ocorre, há um aumento da temperatura das águas superficiais do Pacífico Equatorial, o que pode alterar a dinâmica do clima em todo o planeta. Isso aumenta as chances de episódios extremos, como secas, temporais, ciclones e furacões. É possível que o aquecimento global esteja tornando o El Niño um fenômeno mais frequente e intenso.
No Brasil, o El Niño tende a favorecer períodos mais secos em partes das regiões Norte e Nordeste e chuvas acima da média em áreas do Sul e Sudeste. Isso causa perdas agrícolas, alagamentos e deslizamentos de terra. Além disso, com o regime hídrico do país alterado, pode haver queda na produção de energia elétrica.
O Super El Niño ocorreu nos anos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, quando o aumento da temperatura média do Pacífico Equatorial passou de 2°C. Estimativas, como a do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas, indicam que o aumento deste ano pode chegar a 3°C.
Se o nível alto de intensidade se confirmar para o próximo El Niño, seus efeitos mais críticos devem ocorrer no verão de 2027. A repetição de eventos extremos, como as enchentes do Rio Grande do Sul, em intervalos de tempo cada vez menores, impacta profundamente a economia e a vida das pessoas.
Por isso, a sociedade e os governos precisam se preparar para conter ou minimizar os impactos para as populações atingidas.
Um abraço e até a próxima!
