Lembra da tabela periódica, que estudamos na escola? Nela estão agrupados os elementos químicos existentes no universo. Cada elemento é um tipo de átomo e o que basicamente define um átomo é o número de prótons em seu núcleo. O menor possível só tem um próton, o hidrogênio. E o maior (até hoje) é o que possui 118 prótons, o oganessônio.
Desses 118 elementos, 92 são encontrados naturalmente no ambiente. Alguns deles são bem abundantes e conhecidos, como o ferro e o oxigênio. Outros são encontrados em menor quantidade.
As chamadas terras raras são um conjunto de 17 elementos da família dos lantanídeos, números 57 a 71 da tabela, além do escândio (21) e o ítrio (39). Esses elementos, apesar do nome, não são tão escassos assim. Estão relativamente espalhados pela crosta terrestre, mas raramente aparecem em concentrações que tornam sua extração simples e econômica. Por isso, recebem o nome “raros”.
Por exemplo: a cada 1000 kg de minério de ferro extraído, obtemos em média cerca de 600 kg de ferro. Já das terras raras, entre 2 e 30 kg.
As terras raras ganharam importância nos últimos anos por serem usadas na fabricação de diversos materiais tecnológicos, como super-ímãs, baterias e microchips que compõem celulares, computadores, carros elétricos e até mísseis de guerra.
Estima-se que a China detenha a maior reserva de terras raras do mundo, e o Brasil, a segunda. Contudo, os chineses são os maiores exploradores desses minerais. Respondem hoje por cerca de 70% da extração e 90% do refino. O Brasil, apesar de sua grande reserva, responde por menos de 1% da produção global.
É fundamental que o Brasil entenda o papel estratégico desses metais e discuta como se dará a exploração das terras raras. Precisamos desenvolver tecnologia que nos torne referência na produção desses minerais, assim como a China fez. Sempre com respeito à soberania nacional, diálogo com comunidades atingidas e conservação da natureza.
Um abraço e até a próxima!
