A Ucrânia realizou uma ofensiva com cerca de 350 drones contra regiões russas na madrugada desta segunda-feira (13). Em Pionersky, nos arredores de Moscou, um dos ataques matou três pessoas e deixou outras três feridas.
De acordo com as autoridades locais, a maioria dos drones foi abatida “em aproximações distantes”, enquanto 50 foram destruídos ao se aproximarem de Moscou.
Segundo o governador de Moscou, Andrei Vorobyov, “81 drones foram abatidos e neutralizados” sobre a região na madrugada desta segunda-feira. Além disso, foi relatado que prédios residenciais foram danificados em Solnechnogorsk e Mozhaisk.
O Ministério da Defesa russo, por sua vez, informou que, das 20h às 8h, 342 drones ucranianos foram “interceptados e destruídos” sobre 14 regiões russas. Já o prefeito de Moscou, Serguei Sobyanian, declarou na manhã desta segunda-feira, que, a partir das 20h30, “mais de 350 drones inimigos estavam voando em direção à região de Moscou” e 50 drones foram “destruídos na aproximação” da capital.
O lado ucraniano ainda não se pronunciou sobre a nova ofensiva. Nos últimos meses, a Ucrânia intensificou os ataques em número de drones usados contra regiões russas, concentrando os alvos em refinarias de petróleo do país.
A Rússia também realizou um ataque contra regiões ucranianas nesta segunda-feira (13). De acordo com as Forças Armadas da Ucrânia, 123 drones foram abatidos durante a madrugada. Foi relatado que a Rússia utilizou três mísseis guiados Kh-59/69 e 134 drones.
A Força Aérea da Ucrânia informou que todos os três mísseis e 123 drones haviam sido “abatidos ou neutralizados”, e seis drones de ataque, juntamente com destroços, foram “registrados como impactos”.
Posteriormente, as Forças Armadas russas lançaram um segundo ataque aéreo na região de Odessa, onde foram relatados bombardeios a um depósito de veículos, ônibus incendiados e quatro pessoas feridas.
O presidente russo, Vladimir Putin, ao comentar o aumento dos ataques ucranianos, afirmou que as respostas em território russo serão “espelhadas e várias vezes mais poderosas”.
“Nossas respostas serão sempre espelhadas. Não importa onde tentem atacar em território russo, responderemos na mesma moeda, só que várias vezes mais poderosas. O inimigo sentirá isso. Espero que já sinta. E sentirá no futuro, em uma escala cada vez maior”, disse ele.
