Em publicação nas redes sociais, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que as restrições reforçam a política de Washington de sufocar a economia do país.
"Mais uma semana, uma nova lista de sanções contra Cuba. É a guerra dos Estados Unidos e sua tentativa de estrangular nossa economia. Eles intensificam a agressão para causar ainda mais sofrimento ao povo", disse.
O presidente também declarou que as novas medidas fazem parte de um "plano de caráter genocida", ao citar a denúncia apresentada por Havana na Organização das Nações Unidas (ONU) na semana passada. Segundo o governo cubano, o prejuízo acumulado pelo bloqueio econômico imposto pelos EUA há mais de seis décadas já chega a US$ 178,7 bilhões (R$ 916 bilhões).
Mais cedo, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, também criticou a decisão de Washington e afirmou que o objetivo das sanções é agravar as condições de vida da população da ilha.
"O anúncio de novas medidas coercitivas demonstra claramente o propósito criminoso e genocida com que sucessivos governos dos Estados Unidos buscam punir todo o povo cubano", declarou.
As novas sanções, anunciadas pelo governo do presidente Donald Trump, atingem o Ministério do Turismo de Cuba e outras nove entidades estatais. Entre elas estão empresas ligadas à importação e exportação de combustíveis e à intermediação de bens e serviços. Os Estados Unidos também incluíram na lista de restrições às Milícias de Tropas Territoriais, a Associação de Combatentes da Revolução Cubana e as Brigadas de Resposta Rápida.
De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, todas essas entidades foram sancionadas por supostamente gerar e canalizar recursos financeiros para sustentar o governo cubano.
Diante da pressão estadunidense, o governo brasileiro iniciou o envio de 48 toneladas de leite em pó em ajuda humanitária a Cuba, com o objetivo de contribuir para o enfrentamento da grave crise de desabastecimento vivida pelo país.
Coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, a operação conta com alimentos disponibilizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que serão transportados em dois voos da Força Aérea Brasileira (FAB), ambos com destino à cidade de Santiago de Cuba.
O primeiro voo decolou da Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, com 16 toneladas de leite em pó. O segundo voo deverá decolar nesta terça (14) do Aeroporto Internacional de Porto Alegre, transportando as outras 32 toneladas do produto.


