Coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, a operação conta com alimentos disponibilizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que serão transportados em dois voos da Força Aérea Brasileira (FAB), ambos com destino à cidade de Santiago de Cuba.
O primeiro voo decolou da Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, com 16 toneladas de leite em pó. O segundo voo deverá decolar amanhã (14) do Aeroporto Internacional de Porto Alegre, transportando as outras 32 toneladas do produto.
A operação foi definida após reunião realizada em 9 de julho, na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu o envio de ajuda humanitária a Cuba com seus ministros.
Em 2025, o Brasil já havia realizado doação humanitária a Cuba após o furacão Melissa, que devastou parte da região oriental do país, onde está localizada Santiago de Cuba.
O início do envio ocorre no mesmo dia em que o governo dos EUA endureceu sua política de pressão contra a nação caribenha, com nova rodada de restrições, que inclui o Ministério do Turismo de Cuba e outras entidades entre os órgãos sancionados, segundo os departamentos de Estado e do Tesouro do país.
São os ministérios sancionados: Ministerio de Turismo de Cuba, Milicias de Tropas Territoriales, Asociación de Combatientes de la Revolución Cubana, Corporación Antillana Exportadora, Brigadas de Respuesta Rápida, Grupo Empresarial de Comercio Exterior, Grupo Empresarial de Transporte Marítimo Portuario, entre outras outras entidades.
EUA buscam 'punir toda a população' cubana
As novas restrições de Washington contra a maior das Antilhas não são mais do que uma continuação da guerra contra o povo, denunciou o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez.
"É uma manifestação inequívoca do propósito criminoso e genocida com que os governantes dos Estados Unidos se empenham em punir toda a população do país", escreveu o chanceler no X.
No contexto desse novo pacote de sanções, que se soma à pressão cada vez maior exercida por Washington sobre a nação caribenha, o chanceler voltou a afirmar que Cuba não representa nenhuma ameaça, enquanto "o bloqueio, sim".


