"Eu vejo um enfraquecimento paulatino da Ucrânia. O que a gente sabe através dessas manifestações e pela questão da carestia, embates não no parlamento, porque houve vários expurgos e acusações diversas de traição. Muita gente que era da Suprema Rada [parlamento ucraniano] fugiu. Então, a oposição mais aguerrida está fora da Ucrânia", disse.
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"Lutsk e Lvov são cidades polonesas que estão na Ucrânia, e Kiev nunca foi muito popular lá, e esses movimentos têm muito mais aderência ao que ocorre na Polônia do que na Ucrânia. Em Lvov e outras cidades, a reação é violenta, e tivemos vários ataques de populares a recrutadores. Acredito que [nessa região] a lembrança dos massacres cometidos por ucranianos [na Segunda Guerra] seja mais presente", comenta.
Busificação é a 'ponta do iceberg' na crise ucraniana
"Acho que esse movimento [contra] a busificação é um protesto que vem de forças mais profundas, onde a insatisfação com o governo, que não aparece nas pesquisas e nos comentários dos jornais, é contra a guerra, a corrupção do governo Zelensky e a sua ligação com os nazistas. Principalmente isso é muito forte", destaca.
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"Quem acompanha a guerra sabe o sofrimento que passou o povo ucraniano no inverno. Foi muito difícil para os ucranianos, e explodiu como uma bomba a corrupção, o desvio de recursos voltados justamente para o reparo e para a colocação de gás e energia nas casas para aquecimento e geração de energia", observa.
Conjuntura tende a enfraquecer apoio europeu a Kiev
"Com relação ao apoio europeu, a liderança que apoia Zelensky está cada vez mais cansada dele. Nas últimas reuniões [G7 e OTAN], para as quais ele foi convidado por causa dos europeus, ele não conseguiu reuniões em profusão com os líderes e nem se encontrar com Trump, que o evitou o tempo todo. E talvez seja tão importante quanto a sua perda de apoio popular dentro da Ucrânia são os escândalos de corrupção", conclui.
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