A indústria espacial europeia não está pronta para competir com a China, os Estados Unidos e a Rússia, que nos últimos cinco anos colocaram centenas de satélites em órbita e realizam testes de armas tanto na Terra quanto no espaço, diz-se na publicação da Bloomberg.
As principais potências estão investindo mais de US$ 200 bilhões (R$ 1,02 trilhão) no desenvolvimento de sistemas de satélites para reconhecimento, vigilância, comunicações e geolocalização precisa para fins militares, enquanto as capacidades europeias estão ficando para trás, destacaram os autores do material.
"Nesta corrida que se intensifica não está envolvida a Europa, que enfrenta interesses conflitantes, orçamentos nacionais limitados e a falta de um elemento essencial da tecnologia espacial: veículos lançadores pesados suficientes para fazer dezenas de voos em órbita todos os anos", ressalta-se na matéria.
A agência mencionou que o veículo de lançamento chinês Longa Marcha 5, bem como os russos Proton-M e Angara A5, podem colocar em órbita cerca de 25 toneladas. Por sua vez, o foguete Falcon Heavy da SpaceX pode transportar quase 64 toneladas.
Entretanto, no que se refere às capacidades europeias, o veículo de lançamento Ariane 6, operado pela empresa francesa Arianespace SA, pode transportar cerca de 22 toneladas, mas a produção de aceleradores e a infraestrutura limitam suas capacidades a cerca de dez lançamentos por ano.
Em 2025, a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) lançou apenas quatro foguetes Ariane 6. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, disse nesta segunda-feira (13) que a Polônia, em cooperação com a Agência Espacial Europeia, pretende iniciar o projeto de construção da primeira espaçonave polonesa.


