UFSM desenvolve métodos para análise de combustíveis renováveis em parceria com a Petrobras

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Por UFSM14/07/2026 às 12:423 visualizações
Estudos são realizados no Laboratório de Análises Químicas Industriais e Ambientais
Estudos são realizados no Laboratório de Análises Químicas Industriais e Ambientais
Universidade Federal de Santa Maria
Estudos são realizados no Laboratório de Análises Químicas Industriais e Ambientais
Estudos são realizados no Laboratório de Análises Químicas Industriais e Ambientais
Estudos são realizados no Laboratório de Análises Químicas Industriais e Ambientais

A UFSM, por meio do Laboratório de Análises Químicas Industriais e Ambientais (LAQIA), do Departamento de Química, desenvolve um projeto em parceria com a Petrobras voltado à criação de métodos para análise elementar de matérias-primas, intermediários e produtos da indústria do petróleo. A pesquisa busca contribuir para o controle de qualidade de processos que combinam combustíveis fósseis e fontes renováveis, em um contexto de produção de combustíveis de baixo carbono.

O projeto acompanha o esforço da indústria do petróleo para incorporar matérias-primas renováveis a processos já consolidados, sem abrir mão dos critérios de qualidade exigidos para os produtos finais. Entre as possibilidades associadas a esse campo estão biomassas diversas, resíduos sólidos, resíduos de frigorífico, materiais lignocelulósicos e rejeitos agroindustriais, que podem ser estudados como alternativas às matérias-primas exclusivamente fósseis. 

Na prática, a equipe da UFSM vai desenvolver métodos analíticos para caracterizar a composição química dos materiais enviados pela Petrobras. As análises devem gerar dados técnicos que ajudem a indústria a compreender o comportamento dessas matérias-primas nos processos produtivos e identificar os impactos nos produtos finais, em termos das  características esperadas.

Para a professora Paola de Azevedo Mello, coordenadora do projeto, um dos desafios está justamente no caráter novo das matérias-primas estudadas. “As matérias-primas ou as rotas são inéditas, então a gente não tem informações prévias, a gente não tem métodos conhecidos de onde se possa ter um ponto de partida”, afirma. 

Com os materiais definidos e enviados pela Petrobras, a equipe da UFSM inicia a etapa experimental em Santa Maria. O trabalho envolve a análise das amostras, a geração de dados técnicos e a construção de procedimentos que ajudem a caracterizar materiais ligados à produção de combustíveis resultantes da coprodução a partir das misturas fósseis e renováveis. Além do desenvolvimento das metodologias, o projeto também fortalece a estrutura de pesquisa da universidade, já que prevê aquisição de novos equipamentos e contribui para a formação de estudantes e profissionais envolvidos na área. 

Para a UFSM, a parceria deve trazer benefícios diretos à estrutura de pesquisa, com melhores condições de laboratório, recursos para estudantes e ampliação da equipe envolvida no projeto. Segundo Paola, esses ganhos também envolvem a expertise gerada a partir do desenvolvimento das metodologias. A pesquisadora lembra que a relação entre a Química da UFSM e a Petrobras já tem mais de 20 anos. “Em 2004 consolidamos o primeiro acordo de parceria firmado pela Química com a Petrobras, coordenador pelo professor Érico Flores”, destaca. 

No médio e longo prazo, a pesquisadora avalia que o projeto pode fortalecer a posição da universidade como referência em métodos analíticos e controle de qualidade para a indústria do petróleo, agora também no campo dos combustíveis, biocombustíveis e renováveis. Para Paola, essa aproximação amplia a confiança na capacidade da UFSM de desenvolver pesquisa, desenvolvimento e inovação em uma área em crescimento.  

Ao final do projeto, a expectativa é que a pesquisa forneça protocolos e dados técnicos para auxiliar a indústria na avaliação de materiais ligados à produção de combustíveis renováveis. O desenvolvimento desses métodos pode contribuir para dar mais segurança ao uso de alternativas à dependência de matérias-primas exclusivamente fósseis. Além dos resultados técnicos, o projeto deve fortalecer a capacidade da UFSM em pesquisa, desenvolvimento e inovação para o setor, formar recursos humanos qualificados e consolidar a universidade como parceira estratégica em uma área em expansão.

Texto: Gabriela Alves, bolsista de Jornalismo da Proinova
Revisão: Debora Seminoti Tamiosso, comunicação da Proinova
Foto: Divulgação

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Universidade Federal de Santa Maria
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