Deputados do Partido Democrata dos EUA visitam Cuba e condenam bloqueio

Por Redação14/07/2026 às 21:230 visualizações
Os congressistas realizaram uma visita oficial à ilha de 9 a 13 de julho. Foto: Presidência Cubana
Os congressistas realizaram uma visita oficial à ilha de 9 a 13 de julho. Foto: Presidência Cubana
Brasil de Fato

Uma delegação do Congresso dos Estados Unidos foi recebida pelo presidente cubano, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, no último sábado (11). O grupo composto por congressistas do Partido Democrata fez sua segunda visita oficial à ilha entre 9 e 13 de julho e classificou como “criminosa” a política do presidente Donald Trump.

O deputado Mark Pocan, de Wisconsin, criticou a política do secretário de Estado, Marco Rubio, em relação a Cuba e acusou o político, filho de cubanos radicados nos EUA, de “interesses pessoais” na condução da política externa. Pocan classificou a situação de Cuba como uma “Gaza silenciosa”. “Pode não haver bombardeios, mas certamente há condições que impedem as pessoas de seguir suas rotinas”, disse.

“Trata-se de uma catástrofe humanitária, e o Congresso tem a responsabilidade de agir”, escreveu Maxine Elizabeth Dexter, do Oregon, em suas redes sociais.

Teresa Leger Fernández, do Novo México, afirmou que não vê justificativa para que o povo cubano continue a suportar as consequências das atuais medidas de pressão econômica impostas por Washington.

Os congressistas também se reuniram com líderes religiosos, empresários, organizações da sociedade civil, grupos humanitários, profissionais da saúde e agricultores. A partir desses encontros, eles observaram o impacto do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos à população cubana por mais de seis décadas.

Nos últimos dias, os EUA intensificaram as hostilidades contra a ilha, aplicando sanções a 10 entidades estatais, entre elas o Ministério do Turismo de Cuba e as empresas Enetec, S.A., Coreydan S.A. e Grupo Empresarial del Comercio Exterior (Gecomex), que são responsáveis pela gestão das operações de comércio internacional, de importação e exportação, além do comércio de combustíveis.

A medida faz parte da ampliação do bloqueio imposto desde 1962, que vem asfixiando a economia cubana e gerando impactos humanitários à população da ilha.

*Com Telesur

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Brasil de Fato
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