O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (15) que as forças norte-americanas continuarão a bombardear o Irã ao longo desta semana e ameaçou ampliar significativamente os ataques na próxima ação. A promessa do republicano é atingir usinas de energia e pontes caso Teerã se recuse a negociar.
"Na noite de amanhã [quarta-feira], faremos ataques muito poderosos. Na noite seguinte, faremos ataques muito poderosos novamente. E, na próxima semana, a situação ficará realmente ruim para eles, porque será a vez das usinas de energia. Será a vez das pontes. Vamos inutilizar todas as usinas e destruir todas as pontes se eles não se sentarem à mesa de negociações", declarou Trump em entrevista à emissora Fox News.
Pela Convenção de Genebra, bens de caráter civil não podem ser alvo de ataques e nem de represálias militares. O artigo que trata do tema é visto como uma complementação do Estatuto de Roma, que considera crime de guerra dirigir intencionalmente ataques contra bens civis sem objetivos militares.
Questionado sobre quando a campanha militar será encerrada, o presidente respondeu que os ataques continuarão "até que ele diga que basta".
Os militares dos EUA realizam desde 8 de julho sucessivas ondas de ataques contra alvos iranianos. Tanto Washington, quanto Teerã, afirmaram que já consideram o memorando de entendimento assinado anteriormente, e que havia declarado uma trégua temporária, como inválido.
Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM, na sigla em inglês), estrutura militar responsável por ações no Oriente Médio, as operações ocorrem como uma resposta à ações do Irã contra embarcações comerciais que atravessaram o estreito de Ormuz.
A liderança iraniana, por sua vez, lembra que o acordo assinado entre ambas as partes declarava o país como responsável por gerenciar o tráfego pelo estreito, e criticou as tentativas norte-americanas de criar uma rota alternativa àquela definida por Teerã.
Em resposta aos ataques, o Irã lançou ataques contra bases militares norte-americanas em diferentes países da região. Kuwait e Bahrein foram os mais afetados. No último sábado (12), Teerã anunciou o fechamento do estreito até o fim da intervenção militar dos Estados Unidos na região. A medida foi adotada em meio à nova escalada de confrontos entre os dois países.
Em resposta, na segunda-feira (13), a Casa Branca anunciou que o bloqueio naval contra o Irã seria reimposto. Donald Trump também afirmou que, pelos serviços de escolta oferecidos pelos militares norte-americanos, seria cobrado uma taxa de 20% pela passagem pelo estreito. A afirmação, contudo, foi retirada nesta terça, após conversas com líderes árabes, que teriam prometido investimentos bilionários em solo estadunidense.
"Os países do Golfo vão investir uma quantidade enorme de dinheiro nos Estados Unidos. Isso foi muito satisfatório para mim. Acho que essa solução é muito melhor", disse Trump.


