A Polícia Federal (PF) indiciou 48 pessoas acusadas de participar de esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A primeira etapa diz respeito aos esquemas praticados junto à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil (Conafer).
Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, que está foragido, e o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como o Careca do INSS.
Eles são suspeitos de fraude nas aposentadorias de milhares de brasileiros através de descontos associativos indevidos.
Antunes, que está preso desde 12 de setembro de 2025, é sócio de várias empresas usadas no recebimento dos valores, sendo apontado como principal intermediador do esquema fraudulento do INSS. Segundo a PF, pessoas físicas e jurídicas ligadas a Antunes receberam mais de R$ 53 milhões diretamente das entidades associativas ou por intermédio de suas companhias.
O relatório foi apresentado pela polícia ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, na última sexta-feira (10).
De acordo com um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), entre o período de 2016 e setembro de 2024, mais de 7,6 milhões de pessoas sofreram descontos indevidos de benefícios ― o que equivale a 22% das aposentadorias e pensões pagas pela Previdência.


