Pela primeira vez em um ano, a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) superou a desaprovação, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). O levantamento aponta que 48% dos entrevistados aprovam a gestão e 47% desaprovam. O percentual de aprovação já havia chegado a esse patamar em dezembro e outubro de 2025, mas, nas duas ocasiões, a desaprovação era maior, com 49%.
Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o presidente tem saldo positivo de aprovação pela primeira vez desde 2024.
1/ Pesquisa Genial/Quaest: Lula tem saldo de aprovação positivo pela primeira vez desde Dez/24. Aprovação do governo chegou a 48%; desaprovação foi a 47%.
— Felipe Nunes (@profFelipeNunes) July 15, 2026
Segue o fio para entender as consequências eleitorais desse movimento… pic.twitter.com/RlSASmgqWP
Entre os eleitores independentes, a aprovação do governo subiu de 41% para 45%, o melhor resultado desde março deste ano. No mesmo grupo, a desaprovação caiu em relação ao pico registrado em abril, quando chegou a 58%. Agora, o índice é de 45%, idêntico ao de aprovação.
A melhora mais expressiva foi observada no Sul. Na região, a desaprovação do governo caiu de 63%, em junho, para 58% no mês de julho, enquanto a aprovação passou de 33% para 37% no mesmo período.
A avaliação qualitativa do governo também apresentou melhora. Pela primeira vez em um ano, os percentuais de brasileiros que classificam a gestão como positiva e negativa se igualaram em 36%. Outros 26% avaliam o governo como regular. Em julho do ano passado, a diferença entre os indicadores era de 12 pontos percentuais. Naquela ocasião, o levantamento apontava que 40% avaliava o trabalho do presidente como negativo, e 28% como positivo.
Os resultados acompanham a melhora do desempenho de Lula nas simulações de intenção de voto para a eleição presidencial de 2026, nas quais o presidente lidera todos os cenários de primeiro turno testados pela Quaest.
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho. As entrevistas foram realizadas presencialmente. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.
