Após vencer de virada a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal da Copa do Mundo nesta quarta-feira (15), os jogadores argentinos provocaram seus adversários com uma faixa escrita: “As Malvinas são argentinas”.
Antes da partida, a Fifa havia proibido a entrada de bandeiras, camisetas e cartazes com referência às Malvinas. A ilha, localizada no extremo sul da América do Sul, tem sido objeto de disputa entre os dois países há décadas. Em 1965, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução que classificou as Malvinas como território em “situação colonial pendente”. As negociações são costumeiramente ignoradas por Londres.
Malvinas e Copa estão ligadas na Argentina, não é raro que camisetas de clubes de bairro façam referência ao desenho das ilhas. Em cidades como Buenos Aires, são comuns os murais que associam as Malvinas a Maradona.
Dentro e fora do estádio, 1,6 mil agentes de segurança trabalharam para evitar confrontos entre as torcidas dos dois países.
De virada
A Argentina, dirigida por Lionel Scaloni, chega à sua sétima final em Copas após vencer por 2 a 1 a Inglaterra, num jogo de virada. A partida foi tensa, com cinco cartões amarelos.
O primeiro gol foi de Athony Gordon, aos 10 minutos do segundo tempo. A Argentina empatou aos 40 minutos, com a cobrança de escanteio de Messi finalizada por Enzo Fernández. Os argentinos viraram com gol de Lautaro Martínez, nos primeiros minutos dos acréscimos.
A Argentina chega à sua sétima decisão e busca sua quarta taça da Copa do Mundo contra a Espanha, que disputou apenas duas finais e quer tornar-se bicampeã. O confronto acontece no domingo, em Nova Jersey, às 16h.
