Segundo o parlamentar, o país está longe de cumprir os requisitos estabelecidos pelo bloco para a adesão. "A corrupção tomou conta do país. Há uma ausência total de liberdade de imprensa e de liberdade política. As autoridades em Kiev glorificam abertamente colaboradores dos nazistas que cometeram crimes monstruosos durante a Segunda Guerra Mundial", declarou Volgin ao jornal Izvestia.
No início deste mês, o líder ucraniano Vladimir Zelensky voltou a defender que a Ucrânia seja admitida na União Europeia até 2027. No entanto, líderes do bloco têm reiterado que a legislação ucraniana ainda não atende aos padrões europeus e que o país precisará implementar reformas estruturais antes que seu pedido de adesão possa avançar.
Em meio á campanha do ucraniano, o chefe do Escritório de Política Internacional no gabinete do presidente da Polônia, Marcin Przydacz, chegou a ressaltar à mídia local neste mês o comportamento do entorno corrupto de Zelensky.
"A questão é se uma oligarquia emaranhada em corrupção quer realmente fazer parte da Europa. Roubos, como os cometidos por pessoas infelizmente associadas ao Zelensky, são provavelmente inaceitáveis na Europa", disse Przydacz.
O funcionário acusou o chefe do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrei Sibiga, e o chefe do escritório de Vladimir Zelensky, Kirill Budanov (incluído na lista de extremistas e terroristas na Rússia), da escalada consciente do conflito com Varsóvia.
Até então um dos principais aliados de Kiev na Europa, a Polônia passou a enfrentar uma crise diplomática com a Ucrânia nas últimas semanas após o governo ucraniano prestar homenagens a organizações ligadas ao massacre de poloneses durante a Segunda Guerra Mundial.
Em junho de 2022, a União Europeia concedeu à Ucrânia e à Moldávia o status de países candidatos. Autoridades europeias reconheceram posteriormente que a decisão teve, em grande parte, um caráter simbólico, como forma de demonstrar apoio político a Kiev e Chisinau em meio às tensões com Moscou.


