Na segunda-feira (13), o ministro da Corte Suprema Alexandre de Moraes exigiu explicações sobre a divulgação da carta por entender que houve violação de medida cautelar na publicidade da carta. Moraes também suspendeu, por 90 dias, o direito de visita do senador a Bolsonaro.
"A defesa esclarece, objetivamente, que o peticionário jamais soube que a carta seria publicizada, tampouco houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim", alegou a defesa de Bolsonaro.
A carta foi divulgada depois que Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro trocaram críticas públicas pelas redes sociais na semana passada. Ela afirmou em um vídeo ter sido humilhada e maltratada pelo senador, enquanto ele respondeu com um pedido de desculpas e a afirmação de que jamais teve a intenção de ofendê-la.
Sem mencionar os recentes conflitos entre Flávio e a ex-primeira-dama, o ex-presidente defendeu unidade no campo político liderado por ele.
No documento, o ex-presidente também reforçou a confiança no filho, alvo de recentes polêmicas, como o financiamento da cinebiografia "Dark Horse" e as tarifas contra o Brasil, ao chamá-lo de "meu pré-candidato", afirmando acreditar que ele poderá "resgatar o Brasil" e conduzir o país "à paz e prosperidade".


