Citando o Escritório de Prestação de Contas do governo dos Estados Unidos, a Bloomberg informou que autoridades do Pentágono chegaram à conclusão de que a estimativa anual de US$ 1,6 trilhão (R$ 8,1 trilhões) do programa contém "informações não classificadas controladas", o que significa que nenhum dos relatórios pode ser tornado público.
Segundo a agência, o relatório vem sendo publicado anualmente desde 2005 a pedido do Congresso dos EUA. Este ano, pela primeira vez, foram identificadas informações sensíveis que não devem ser divulgadas.
Desta vez, apenas o título do relatório de 25 de junho é publicamente conhecido: "Caça F-35 Joint Strike Fighter: informações atualizadas sobre produção e modernização".
De acordo com a agência, os legisladores dos quatro comitês de defesa do Congresso ainda conseguiram receber o relatório sobre a modernização do F-35, mas sua versão já foi editada.
A versão do ano passado do relatório observou que o programa F-35 "continua a fazer promessas inflacionadas e não cumpri-las", acrescentaram os autores da matéria.
O caça F-35 é "a plataforma de armas mais cara da história dos EUA", mas tem sido repetidamente criticado por gastos excessivos, atrasos no fornecimento de motores e das próprias aeronaves, atrasos nas atualizações de software e desgaste prematuro de peças.


