China reage às novas acusações de Trump e nega interferência nas eleições dos EUA

17/07/2026 às 03:180 visualizações
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
"A China nunca interferiu e nunca interferirá nas eleições presidenciais dos Estados Unidos", declarou um porta-voz da representação diplomática à Sputnik.
A embaixada reiterou que Pequim segue o princípio de não interferência nos assuntos internos de outros países. "As eleições nos Estados Unidos são um assunto interno do país, e seu resultado é determinado pelos votos do povo norte-americano", acrescentou o porta-voz.
Mais cedo, o pronunciamento de Trump teve como foco segurança eleitoral, quando afirmou que a China acessou a 220 milhões de arquivos de eleitores norte-americanos de 18 estados dos Estados Unidos.
O presidente norte-americano colocou a integridade das eleições nos EUA em xeque e informou que documentos sigilosos estarão disponíveis no site oficial da Casa Branca com a comprovação do envolvimento chinês nas eleições de 2020. Além disso, os arquivos apontariam "vulnerabilidades chocantes" no sistema eleitoral do país.
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"Essas revelações expõem um sistema eleitoral tão falho e tão vulnerável que ninguém consegue defendê-lo. É indefensável", disse.
De acordo com o chefe de Estado, a investigação e a desclassificação de documentos abrangem cinco áreas, que, segundo ele, demonstrariam um suposto ataque cibernético contra informações relacionadas ao processo eleitoral.
Trump tem insistido nos últimos anos que houve fraude em 2020 quando ele perdeu as eleições para o ex-presidente Joe Biden, mas a Justiça comum, eleitoral e o próprio Departamento de Justiça refutaram a hipótese após investigações.
Duas grandes redes de televisão dos EUA, ABC e NBC, não transmitiram o discurso do presidente em seus canais abertos.
Os republicanos, partido de Trump, controlam a Câmara dos Deputados por uma diferença de duas cadeiras e quatro no Senado. Nas eleições estaduais de 2025, os democratas conquistaram 21% das cadeiras legislativas. Se os democratas assumirem maioria da Câmara vão poder definir definir a agenda fiscal para os dois últimos anos da presidência de Trump.
Trump tenta combater o voto por correio e as urnas eletrônicas em estados majoritariamente compostos por eleitores democratas.
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