Como explicou ele, a partir de agora, Teerã não considera mais o levantamento das sanções ocidentais uma garantia e uma compensação suficiente, já que o futuro governo em Washington pode reintroduzi-las.
A Casa Branca, por sua vez, não está pronta para uma normalização em larga escala das relações econômicas sem concessões mais sérias por parte iraniana, acrescentou Toussi.
Segundo o especialista, o problema não está apenas nas divergências sobre o programa nuclear do Irã ou as sanções econômicas ocidentais, mas também na falta de confiança de que um possível acordo seria cumprido a longo prazo.
"Não se trata apenas de sanções ou do programa nuclear em si, mas também se cada parte acredita que os acordos alcançados serão respeitados", disse o analista norte-americano.
Na noite de 18 de junho, os Estados Unidos e o Irã assinaram um memorando que previa o fim do conflito que começou em 28 de fevereiro. No entanto, na noite de 8 de julho, Washington retomou os ataques ao Irã, explicando-os pelas ações de Teerã contra a navegação comercial no estreito de Ormuz.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou os ataques dos EUA como uma violação séria dos acordos alcançados. Por sua vez, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã violou o memorando, chamando-o de uma espécie de prova que Teerã, segundo ele, não passou. Além disso, o líder norte-americano anunciou a retomada do bloqueio naval do Irã.


