Desde a última semana, forças norte-americanas realizaram diversos ataques contra o Irã. O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou que as ações foram uma resposta a operações iranianas contra embarcações comerciais que cruzavam o estreito de Ormuz.
A situação levou o país persa a realizar ataques contra regiões que abrigam bases militares norte-americanas e outras infraestruturas de guerra. Na sequência, o presidente Donald Trump declarou que o cessar-fogo assinado em maio havia deixado de vigorar.
Também nesta sexta, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) chegou a destruir o "principal centro de inteligência artificial do Bahrein, utilizado pelos Estados Unidos para cometer crimes de guerra", durante um ataque com diversos mísseis balísticos e drones.
Diante das tensões no Oriente Médio, Washington afirmou mais cedo ao governo de Israel que enviaria à região dezenas de aeronaves militares de reabastecimento nos próximos dias, medida que integraria os preparativos para uma eventual ampliação das operações contra o Irã, informou a emissora israelense Channel 12.
Segundo autoridades, Trump avalia autorizar uma campanha militar de maior escala do que a atual, concentrada na região do estreito. A Casa Branca ainda pretende aumentar a pressão sobre Teerã para forçar a reabertura da rota marítima e obter avanços nas negociações sobre o programa nuclear iraniano.
Aliado a isso, os ataques norte-americanos que atingiram áreas próximas a Teerã podem levar Washington a rever a estratégia que, até o momento, evitava uma participação direta de Israel nas operações.


