Mídia explica por que EUA falharam em fortalecer seu 'soft power' durante Copa do Mundo de 2026

17/07/2026 às 15:500 visualizações
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
O material argumenta que a Copa do Mundo foi uma oportunidade para os Estados Unidos repararem sua reputação internacional danificada e cultivarem boa vontade, principalmente à luz das tensões causadas pelo conflito no Irã.

"No entanto, uma série de controvérsias [durante a Copa do Mundo de Futebol de 2026 nos EUA] parece destinada a transformar o torneio em uma lição sobre como o soft power pode falhar", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, em vez de reforçar seu apelo global, os Estados Unidos usaram a Copa do Mundo para projetar uma imagem de exclusão e interferência política, o que acabou por alienar o público internacional.
Imagem do artigo
Panorama internacional
Não é só futebol: Copa do Mundo de 2026 terá o maior número de tensões latentes, diz analista

Cunhado pelo cientista político norte-americano Joseph Nye em 1990, o termo "soft power" se refere à capacidade de um país de moldar percepções globais por meio de apelo e legitimidade, não de coerção militar ou econômica. Quando uma nação projeta uma imagem de abertura, justiça e hospitalidade, ela colhe benefícios tangíveis, como o aumento do comércio, do turismo e da boa vontade diplomática, que fortalecem sua posição no cenário mundial.

Ao permitir que a pressão política influenciasse as decisões da arbitragem, impor políticas restritivas de vistos e submeter certas equipes a um tratamento degradante, Washington transformou uma vitrine esportiva em uma responsabilidade diplomática.
Um exemplo disso foi quando o presidente dos EUA, Donald Trump, interveio pessoalmente junto à FIFA para anular o cartão vermelho recebido pelo atacante Folarin Balogun, permitindo que ele participasse de uma partida eliminatória crucial. Tal movimento, sem precedentes, foi amplamente condenado como intromissão política, por minar a integridade do esporte e alimentar a indignação global, observa o artigo.
Imagem do artigo
Panorama internacional
'A Copa do Trump': interferência política pode marcar legado do Mundial de 2026, diz especialista
De intervenções presidenciais controversas a obstáculos humilhantes de viagem para jogadores visitantes e torcedores, os EUA transformaram a Copa do Mundo em um exemplo de como o soft power pode falhar.
Longe de construir boa vontade, a Copa de 2026 expôs a incapacidade dos Estados Unidos de separar a política do esporte, manchando ainda mais sua reputação internacional, conclui a reportagem.
Anteriormente, o jornalista esportivo Ibrahim Shibli disse à Sputnik que a Copa do Mundo de Futebol de 2026 está sendo marcada por controvérsias, desde decisões questionáveis da arbitragem até a intervenção dos EUA para impedir a expulsão de um de seus jogadores. Os erros da FIFA têm sido "incontáveis" e não se limitam à esfera política.
Imagem do artigo
Imagem do artigo
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!

Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.

Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).

Fonte
Sputnik Brasil
Abrir original ↗
Esta notícia foi útil?

Debates 0

Seja o primeiro a contribuir com o debate.

Difunda suas informações e promova seu argumento

Não se acanhe de publicar alguma informação ou dado que possa ser positivo ou útil.

Para participar do debate, entre com sua conta ou crie uma gratuita.