O cemitério remonta à primeira metade do século VI a.C. e é único porque aqui se preservam não só objetos funerários comuns, mas também têxteis, artigos de madeira e cestos de vime — artefatos orgânicos que quase nunca sobrevivem 2.500 anos, escreve Arkeonews.
A necrópole foi desenterrada durante pesquisas arqueológicas preventivas realizadas antes do início de qualquer construção — neste caso, na Via dei Pastai. As escavações começaram em fevereiro de 2025 e cobriram cerca de 2.000 metros quadrados. Foram registrados um total de 85 sepultamentos, embora o exame dos restos mortais em si ainda esteja na sua fase inicial — até agora foram identificados 16 adultos, quatro crianças e 15 bebês.
Antica Gragnano, una necropoli sotto il regno della pasta https://t.co/aHNUpFoSKb
— Eventi e News (@eventixnews) July 17, 2026
A Gragnano, la città che tutto il mondo identifica con la pasta, il passato ha deciso di riaffiorare nel luogo più inaspettato: sotto il Pastificio Garofalo.
Durante i lavori di ampliamento del… pic.twitter.com/hECOkfozKR
Alguns corpos foram enterrados em baús funerários, entalhados em blocos de tufo vulcânico. Foi a integridade estrutural de tais sepulturas que salvou materiais que normalmente teriam se decomposto — fragmentos de tecido, objetos de madeira e cestos de vime.
Esta é uma sorte rara para os arqueólogos — a cerâmica e o metal não dizem tudo sobre a vida das pessoas, mas tais descobertas podem lançar luz sobre como estas pessoas se vestiam, trabalhavam madeira, faziam cestos e enterravam os seus entes queridos.

