O evento, que reúne parlamentares, presidentes estaduais do partido e filiados de todo o país, marca a edição de dez anos do Novo e ocorre pouco menos de três meses antes do primeiro turno das eleições presidenciais de outubro.
Em tom de campanha, Zema classificou a atuação de facções criminosas no país como uma "ditadura da extorsão" e acusou a esquerda de se recusar a combatê-la. "O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula", disse, para em seguida estender a crítica ao Judiciário, citando nominalmente os ministros do STF Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
🇧🇷🗳 Zema diz que Brasil precisa de presidente 'à prova de chantagem'
— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) July 18, 2026
🗣 Durante o Encontro Nacional do Novo, em São Paulo, o pré-candidato à Presidência Romeu Zema afirmou que "o que o Brasil precisa é de um presidente que chegue lá e seja à prova de chantagem", ao criticar o… pic.twitter.com/I7HyLVyEsi
O ex-governador mineiro afirmou que o país foi "sequestrado por políticos vendidos e juízes milionários" e associou os dois magistrados a "contratos inexplicáveis" e "tráfico de influência", sem apresentar provas para tais acusações.
O pré-candidato também prometeu articular, em caso de vitória de sua base nas eleições legislativas de outubro, uma maioria no Senado capaz de aprovar o impeachment de Moraes. Na mesma linha, criticou políticas de cotas raciais nas universidades e concursos públicos, dizendo que elas "enxergam primeiro a cor da pele e só depois a cor das pessoas", e acusou o governo federal de promover "doutrinação progressista" nas escolas e de caricaturar famílias cristãs como atrasadas.
Depois, em entrevista a jornalistas, Zema defendeu a privatização da Petrobras e do Banco do Brasil como forma de financiar obras de infraestrutura no país.
Segundo ele, recursos arrecadados com a venda das estatais não seriam usados para "pagar as contas de Brasília", mas destinados a estradas, ferrovias, hidrovias e portos. "Hoje o Brasil produz como um gigante, mas ainda transporta a sua riqueza como um país atrasado", afirmou.
Questionado sobre o nome que ocupará a vaga de vice em sua chapa, Zema disse que conversa com "diversos nomes e partidos" e que uma definição deve sair até o dia 5 de agosto.
Ao ser perguntado sobre a possibilidade de a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro integrar a chapa, após ela ter curtido publicações do governador nas redes sociais, Zema respondeu que ficaria "muito satisfeito" com o nome, classificando-a como "uma possibilidade, como outras também são".
Sobre o desempenho ainda modesto nas pesquisas eleitorais, nas quais aparece com 3% das intenções de voto, o pré-candidato relativizou o resultado, afirmando estar em posição melhor do que estava em 2018, ano em que venceu a disputa ao governo de Minas Gerais pela primeira vez.
Zema argumentou que o eleitor brasileiro está distante do "modo eleição" neste momento do ano e que o interesse pelas candidaturas majoritárias — a governos estaduais e à Presidência — só deve crescer às vésperas dos debates.


