Os países da União Europeia (UE) estão cada vez mais relutantes em apoiar sanções contra a Rússia, dadas as potenciais consequências para seus negócios, informou neste domingo (19) o Financial Times, citando diplomatas da UE que preferiram não se identificar.
O Financial Times noticiou anteriormente que a Grécia se opôs à introdução de um novo pacote de sanções da UE contra o GNL russo, alegando que elas destruiriam a empresa de transporte marítimo grega Dynagas.
"A UE enfrenta um colapso no apoio a novas sanções econômicas contra a Rússia, já que as capitais [do bloco] se recusam a defender medidas que possam prejudicar seus principais representantes corporativos", observa a publicação, citando diplomatas.
O Financial Times analisa o processo de sanções e seu impacto na Europa e em suas empresas. Segundo a publicação, a aprovação das restrições existentes contra a Rússia, como a proibição da importação de aço, fertilizantes e diamantes do país, exigiu semanas de negociações e pressão diplomática sobre os países do bloco que poderiam ser prejudicados por essas medidas.
"A dimensão da recusa das capitais [da UE] em aceitar as últimas propostas [sobre sanções contra a Rússia] atingiu um nível sem precedentes", observaram diplomatas da UE ao jornal.
A publicação observa que, além das objeções da Grécia às novas sanções contra a Rússia, as autoridades de Portugal e da Alemanha solicitaram o levantamento da proibição da compra de peixe russo, alegando a necessidade de auxiliar a indústria local de processamento de pescado.
A Rússia tem afirmado repetidamente que lidará com a pressão das sanções que o Ocidente começou a exercer sobre ela há vários anos e que continua a se intensificar. Moscou observou que o Ocidente não tem coragem de reconhecer o fracasso das sanções contra a Rússia. Os próprios países ocidentais expressaram repetidamente a opinião de que as sanções antirrussas são ineficazes.


