O governo dos Estados Unidos concedeu o Cartão de Residência Permanente, conhecido como green card, ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, permitindo a ele viver, trabalhar e estudar no país por tempo indeterminado e sem necessidade de qualquer autorização especial. O pedido, feito há mais de um ano desde sua saída do Brasil em 2025.
Segundo seu aliado, Paulo Figueiredo, Eduardo teria conseguido o documento em julho, afirmando que agora estaria "protegido pela Constituição americana", tendo os mesmo direitos de um cidadão estadunidense, exceto o de votar no país.
Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no mês de junho a 4 anos e 2 meses de reclusão pelo crime de coação no curso do processo. Diretamente dos EUA, pediu sanções contra o Brasil e contra figuras políticas brasileiras para impedir o julgamento da trama golpista, liderada por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Com a aquisição do documento, além da proximidade de Eduardo com membros do governo americano, a possibilidade de extradição é improvável.
Eduardo articulou recentemente a visita do senador Flávio Bolsonaro, seu irmão, para se encontrar com Donald Trump na Casa Branca. O evento ocorreu semanas antes da classificação de organizações criminosas como grupos terroristas e do novo tarifaço contra o Brasil.


