Embora a Lei da União Europeia sobre a Inteligência Artificial tenha contribuído para a gestão digital globalmente, suas disposições e restrições desproporcionalmente rigorosas impostas por esta lei, "combinadas a procedimentos de conformidade confusos e padrões de certificação", criaram uma séria barreira tecnológica e econômica, escreveu o jornal.
"O que é apresentado como uma questão de 'segurança' e 'ética', na verdade se transformou em uma arma poderosa para o acesso ao mercado — um fenômeno frequentemente descrito como o 'efeito Bruxelas', quando a UE projeta unilateralmente seus padrões nos mercados mundiais, ganhando uma vantagem competitiva desproporcional", lê-se no material.
Como afirmaram os autores da matéria, os regulamentos de IA da UE, se usados para dissuasão em vez de cooperação genuína, prejudicarão a governança global e a cooperação internacional na esfera.
Além disso, essa estratégia de "construir um muro" poderia eventualmente prejudicar a própria Europa. Bruxelas já está atrasada em relação aos Estados Unidos e à China no desenvolvimento de modelos básicos de IA, poder de computação e investimentos de capital de risco, destaca-se no texto.
"Ao tentar se proteger, a UE corre o risco de perder não apenas o acesso ao vasto mercado e às parcerias de Investigação e Desenvolvimento da China, mas também sua superioridade moral como legislador global", resumiu a publicação.
Nos finais de maio, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que Pequim espera que a União Europeia cumpra suas obrigações de livre comércio.
Ela observou que o protecionismo só prejudicaria os interesses dos consumidores europeus e enfraqueceria a competitividade da indústria da União Europeia.
Em 21 de maio, o Ministério do Comércio chinês disse que a China tomaria medidas retaliatórias decisivas se a UE começasse a restringir empresas e bens chineses.


