Marco Nanini volta ao Recife em encenação de clássico do Teatro do Absurdo

21/07/2026 às 14:192 visualizações
Apresentações são realizadas no Teatro Luiz Mendonça
Apresentações são realizadas no Teatro Luiz Mendonça
Brasil de Fato

Entre esta quinta-feira e domingo (23 e 26), o ator Marco Nanini, ao lado de Guilherme Weber, sobe ao palco do Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem, para apresentar o espetáculo “Fim de Partida”. A peça encena um dos mais clássicos textos do dramaturgo irlandês Samuel Beckett, o maior expoente do chamado Teatro do Absurdo, surgido no pós-Guerra dos anos 1950, pautado pela tragicomédia, o caos e o existencialismo.

As apresentações serão realizadas às 20 horas até sábado e, no domingo, às 19 horas. Os ingressos custam entre R$ 75 e R$ 200, vendidos pelo site do Teatro Luiz Mendonça.

O pernambucano Marco Nanini interpreta Hamm, que vive uma trágica dependência física e emocional com Clov, personagem de Guilherme Weber, em um vínculo permeado por violência e crueldade contemporânea em um espaço claustrofóbico.

“Costumo dizer que Beckett fica orbitando a cabeça dos atores contemporâneos, pois oferece um imenso desafio com os múltiplos caminhos que a sua obra permite”, explica Marco Nanini, que já pensava em encenar algum texto do autor irlandês quando aceitou de pronto a provocação de Guilherme Weber, responsável pela sugestão para atuarem juntos em “Fim de Partida”.

Nanini e Weber já estiveram juntos em montagens de sucesso de espetáculos como “Os Solitários” (2002) e “A Morte do Caixeiro Viajante” (2004). Eles se juntam a Helena Ignez, uma das maiores forças da história do cinema brasileiro, e Ary França, outro companheiro antigo de palco.

O espetáculo conta com cenografia da consagrada Daniela Thomas e direção de Rodrigo Portella, responsável por aclamados espetáculos de circulação recente, como “Tom na Fazenda”, “Ficções” e “Um Ensaio sobre a Cegueira”. Ele explica que a encenação se abre para diversas possíveis chaves de leitura.

“O primeiro seria a relação simbiótica entre Hamm e Clov, mas, numa segunda camada, a peça pode ser lida como uma alegoria política. Hamm surge como um tirano arbitrário, figura que alude à lógica da guerra e do militarismo, cuja autoridade se funda no poder bélico e opressivo. Clov é o corpo submisso, o soldado em vigília permanente, sempre de pé, incapaz de repouso, a serviço de uma engrenagem que não faz nenhum sentido. A cena torna-se, assim, um campo de poder em ruínas”, pontua Rodrigo Portella.

Serviço:
“Fim de Partida”

Local: Teatro Luiz Mendonça – Parque Dona Lindu (Av. Boa Viagem, s/n, no bairro de Boa Viagem)

Datas e horários:
23, 24 e 25 de julho (quinta, sexta e sábado), às 20h
26 de julho (domingo), às 19h

Classificação indicativa: 16 anos

Ingressos:

Plateia Premium: R$ 200 (inteira) e R$ 100 (meia-entrada)
Plateia: R$ 150 (inteira) e R$ 75 (meia-entrada)

Vendas: www.teatroluizmendonca.byinti.com/#/event/fim-de-partida

Fonte
Brasil de Fato
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