China tem alta de 78% na venda de caminhões elétricos no 1º semestre e acelera transição energética no transporte de cargas

Por Mauro Ramos21/07/2026 às 15:020 visualizações
Motorista verifica o status de seu caminhão elétrico em uma estação de recarga em Pequim. 23 de abril de 2026.
Motorista verifica o status de seu caminhão elétrico em uma estação de recarga em Pequim. 23 de abril de 2026.
Brasil de Fato

As vendas de caminhões pesados elétricos cresceram 78,6% na China no primeiro semestre de 2026, com cerca de 140 mil unidades comercializadas. A cifra é uma continuidade do crescimento de 182% em 2025 e coloca o setor acima da meta do governo de atingir uma frota de 1,6 milhão de veículos até 2030.

O governo federal destinou 22 bilhões de yuans (aproximadamente R$ 16 bi) em bônus especiais do Tesouro em 2026 para financiar a substituição de caminhões antigos por modelos elétricos. O plano, publicado em maio em conjunto com onze departamentos federais, incluindo a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, prevê taxa de penetração de 40% na frota de caminhões pesados até 2030.

Em coletiva nesta terça (21), Cai Tuanjie, diretor-geral de Segurança do Ministério dos Transportes, afirmou que o segmento “entrou em uma nova fase de rápida popularização”. Ele afirmou que o crescimento resulta tanto de políticas públicas quanto de forças de mercado e indicou que o governo pretende ampliar o apoio à medida que a demanda cresce.

Para sustentar a expansão da frota, o governo planeja construir mais de 3 mil estações de recarga e troca de baterias nos principais corredores de carga das rodovias expressas nacionais e nas quatro grandes regiões metropolitanas que concentram boa parte da produção industrial do país: Pequim-Tianjin-Hebei, o Delta do Rio Yangtzé, a Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e Chengdu-Chongqing. A meta é criar 30 mil quilômetros de corredores rodoviários com emissão zero de carbono ao longo das rotas da rede nacional de rodovias expressas.

O crescimento do segmento deve ampliar uma redução já em curso nas despesas com logística no país. A proporção dos custos logísticos totais sobre o PIB caiu de 14,7%, em 2022, para 13,9% em 2025. Cai Tuanjie, ao detalhar os fatores dessa queda, atribuiu cerca de 70% da redução ao setor de transportes. A transição do diesel para a eletricidade nos caminhões pesados é apontada como um dos elementos principais da próxima etapa dessa redução.

Fonte
Brasil de Fato
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