Pela primeira vez, empresas de tecnologia dos Estados Unidos estão adotando modelos chineses de inteligência artificial de código aberto, atraídas pelo menor custo e pela flexibilidade oferecida em comparação com plataformas proprietárias, como ChatGPT e Claude. Enquanto empresas norte-americanas mantêm seus modelos fechados, companhias chinesas, como Alibaba, Z AI e Moonshot AI, apostam em soluções abertas, que permitem aos desenvolvedores adaptar os sistemas às suas necessidades.
O avanço desses modelos ganhou força após as restrições impostas pelos Estados Unidos à exportação de tecnologias avançadas de inteligência artificial. Em junho de 2026, os modelos chineses passaram a representar quase metade dos downloads corporativos de IA no mercado norte-americano, ante 16% registrados em janeiro. Além de custarem menos, eles também reduzem os gastos com treinamento e implantação.
Para especialistas, esse movimento representa uma mudança importante no mercado global de software e evidencia o avanço da China na corrida pela inteligência artificial. No caso do Brasil, o cenário reforça a necessidade de investir no desenvolvimento de modelos próprios, abertos e especializados, reduzindo a dependência de tecnologias estrangeiras e recuperando a tradição de inovação associada ao software livre.
Observatório da Inovação
Com o Prof. Glauco Arbix
A coluna Observatório da Inovação, com o professor Glauco Arbix, vai ao ar quinzenalmente, terça-feira às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9), com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.






