IA chinesa conquista empresas dos EUA com menor custo e código aberto

Por Sandra Capomaccio21/07/2026 às 12:140 visualizações
Glauco Arbix - Observatório da Inovação
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Jornal da USP
🎙 Sandra Capomaccio · Jornal da USP

Modelos abertos da China ganham espaço no mercado americano, desafiam gigantes como ChatGPT e Claude e reforçam a necessidade do Brasil investir em inteligência artificial própria

 Publicado: 21/07/2026 às 9:14

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Pela primeira vez, empresas de tecnologia dos Estados Unidos estão adotando modelos chineses de inteligência artificial de código aberto, atraídas pelo menor custo e pela flexibilidade oferecida em comparação com plataformas proprietárias, como ChatGPT e Claude. Enquanto empresas norte-americanas mantêm seus modelos fechados, companhias chinesas, como Alibaba, Z AI e Moonshot AI, apostam em soluções abertas, que permitem aos desenvolvedores adaptar os sistemas às suas necessidades.

O avanço desses modelos ganhou força após as restrições impostas pelos Estados Unidos à exportação de tecnologias avançadas de inteligência artificial. Em junho de 2026, os modelos chineses passaram a representar quase metade dos downloads corporativos de IA no mercado norte-americano, ante 16% registrados em janeiro. Além de custarem menos, eles também reduzem os gastos com treinamento e implantação.

Para especialistas, esse movimento representa uma mudança importante no mercado global de software e evidencia o avanço da China na corrida pela inteligência artificial. No caso do Brasil, o cenário reforça a necessidade de investir no desenvolvimento de modelos próprios, abertos e especializados, reduzindo a dependência de tecnologias estrangeiras e recuperando a tradição de inovação associada ao software livre.

Observatório da Inovação

Com o Prof. Glauco Arbix

A coluna Observatório da Inovação, com o professor Glauco Arbix, vai ao ar quinzenalmente, terça-feira às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9), com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.


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