No pleito pela presidência do Senado da Colômbia, De la Espriella sofre primeira derrota política

21/07/2026 às 18:560 visualizações
Abelardo De la Espriella vai assumir o poder no próximo dia 7 de agosto.
Abelardo De la Espriella vai assumir o poder no próximo dia 7 de agosto.
Brasil de Fato

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo De la Espriella, sofreu a primeira derrota política no Congresso colombiano na segunda-feira (20).

Abelardo tinha indicado o nome de Alfredo Deluque para a presidência do Senado. Mas, sem maioria na Casa, viu o senador Honorio Henríquez, do Centro Democrático, ser eleito para o cargo. 

Henríquez obteve 56 votos, superando os 45 obtidos por Deluque. Ligado ao ex-presidente Álvaro Uribe, pertence a um grupo político que já demonstrou apoio ao programa de governo de Abelardo. O presidente eleito do Senado exercerá o cargo até 2030.

Apesar da presidência, o Pacto Histórico, partido de esquerda liderado atualmente por Gustavo Petro, será o maior bloco da Casa, com 68 parlamentares, contra 47 membros do Centro Democrático. Neste ano, o Senado renovou 40% dos cargos. 

Na Câmara, que também realizou votação, Nicolás Barguil, do partido Conservador, foi eleito com 180 votos.

Reação de De la Espriella

Logo após a votação, o futuro presidente da Colômbia foi às redes sociais para dizer que respeita a autonomia do Senado, mas lembrou que não entrou em contato com nenhum congressista para solicitar votos ou oferecer cargos. 

“Não sou um político tradicional. Estou aqui para fazer a grande política: a de servir à Colômbia com transparência, respeito pelas instituições e absoluto compromisso com o país”, escreveu De la Espriella. 

Já Henríquez mencionou a existência de um “ponto de convergência” entre os blocos de direita e de esquerda no Legislativo colombiano, lembrando o apoio que parte do Pacto Histórico forneceu ao seu nome.

Ivan Cepeda, derrotado por De la Espriella no pleito de junho, também comentou o resultado. “Primeira derrota para De la Espriella”, escreveu o senador na rede social X.

Enquanto isso, o presidente Gustavo Petro, que deixa o poder no próximo dia 7 de agosto, entrou com uma ação judicial para anular o resultado da eleição presidencial. Segundo Petro, “testemunhas digitais” teriam conseguido revelar que os metadados dos documentos enviados pelo software de escrutínio eleitoral apontavam para uma manipulação algorítmica do resultado.

Fonte
Brasil de Fato
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