"Houve cinco dotações orçamentárias suplementares aprovadas por este Comitê que retiraram munições, uma após a outra, e as enviaram à Ucrânia. Tentou-se substituí-las por meio do mesmo processo burocrático, que era lento demais, e elas não foram repostas em tempo real", afirmou Hegseth durante audiência do Comitê de Dotações (Appropriations Committee, em inglês) do Senado.
Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo Biden forneceu à Ucrânia assistência militar no valor de 350 bilhões de dólares.
A Rússia tem declarado que o fornecimento de armas a Kiev dificulta a resolução do conflito e envolve diretamente os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na crise.
Além disso, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, advertiu que qualquer carregamento que contenha armas destinadas à Ucrânia será considerado um alvo legítimo por Moscou.
Ainda segundo, Hegsethg, a campanha militar contra o Irã já custou US$ 37,5 bilhões (R$ 191 bilhões). Segundo ele, a estimativa foi revisada após a inclusão de gastos com a reposição de munições e outras despesas.
A declaração ocorre em meio aos pedidos do Pentágono por mais recursos ao Congresso, incluindo um orçamento de US$ 1,5 trilhão (R$ 7,63 trilhões) para o próximo ano e verbas adicionais para fortalecer as Forças Armadas dos EUA.
O governo pede um pacote de financiamento emergencial de quase US$ 80 bilhões para recompor os estoques militares esgotados durante a guerra com o Irã e o conflito na Ucrânia.
Os democratas se opõem ao novo financiamento para o Pentágono e questionam o fato de que os contribuintes americanos devam continuar financiando uma guerra contra o Irã, quando o Departamento de Defesa já dispõe de ampla dotação orçamentária apovada no ano passado.


