Reportagem divulgada pelo jornal O Globo indica que as novas vendas vão representar um aumento de 8% em relação à carteira de pedidos registrada no primeiro trimestre deste ano.
Segundo o jornal, o Grupo Abra, dono da Gol, WamosAir e Avianca, encomendou 20 jatos; a Binter, companhia das ilhas Canárias, encomendou cinco; e a Luxair, de Luxemburgo, encomendou três aeronaves do modelo.
O banco americano Citi e o Santander Brasil avaliam que os pedidos devem adicionar à carteira da Embraer cerca de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6,1 bilhões), informa a matéria.
Além dos pedidos firmes, as três companhias fecharam um total de 30 opções de compra, sem compromisso financeiro, mas que sinaliza demanda potencial de comprar o modelo da fabricante brasileira.
Caso os pedidos se consumam, a carteira da Embraer deve crescer para mais US$ 2,6 bilhões (R$ 13,2 bilhões), segundo o Citi.
As entregas das 20 aeronaves para a Abra devem começar no quarto trimestre de 2027, informou o jornal, citando fontes.
O E195-E2 é o maior dos três aviões da família E-Jets E2, com capacidade para até 146 passageiros, de acordo com a sua configuração. Ele também possui alcance máximo de 4,8 mil quilômetros, com carga total de passageiros e três fileiras de bancos adicionais.
Além disso, ele transporta uma carga útil maior e queima 25,4% menos combustível por assento do que a sua geração anterior.
A aeronave também se destaca por ser mais ecológica, com níveis mais baixos de ruído externo e emissões.
O jato recebeu a certificação de tipo em abril de 2019, da Agência Brasileira de Aviação Civil (ANAC), da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês) e da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA, na sigla em inglês).


