Um dos espécimes mostra um inchaço na base da cauda, comparável à protuberância hemipeniana em lagartos machos, sugerindo a presença de órgãos copuladores pareados.
Chamada de Carinasquama rusmithii, a lagartixa achada em âmbar vivia nas florestas tropicais do que hoje é Mianmar há cerca de 99 milhões de anos, escreve Sci.News.
A espécie media entre 1,6 e 2,2 cm de comprimento do focinho à cloaca, comparável em tamanho a algumas das menores lagartixas vivas.
O que diferencia a descoberta não é o tamanho do animal, mas um inchaço na base da cauda de um espécime.
พบซากจิ้งจกดึกดำบรรพ์อายุ 99 ล้านปีในก้อนอำพันจากพม่า สมบูรณ์จนระบุได้ว่าเป็นตัวผู้
— ѴѺҎ (@MrVop) July 20, 2026
ทีมนักบรรพชีวินวิทยาค้นพบจิ้งจก amber สายพันธุ์ใหม่ Carinasquama rusmithii จากอำพันพม่าที่มีอายุถึง 99 ล้านปี (ยุคครีเทเชียสตอนกลาง) ในแคว้นคะฉิ่น
จิ้งจกตัวนี้ตัวเล็กมาก ความ… pic.twitter.com/VvY14QBkS2
O paleontólogo Juan Daza, da Universidade Estadual Sam Houston, e seus colegas interpretam isso como uma protuberância hemipeniana, o sinal externo de órgãos copuladores pareados, ou hemipênis, que muitos escamados machos – o grupo que inclui lagartos e cobras — carregam retraídos dentro de suas caudas.
Como essas estruturas de tecidos moles quase nunca sobrevivem à fossilização na rocha, eles descrevem isso como um dos fósseis de lagartos mais antigos que podem ser identificados com segurança como machos.
"Em conjuntos fósseis, o dimorfismo sexual pode estar presente na forma de ornamentação ou pode ocasionalmente ser detectado por meio de análises multivariadas", explicam pesquisadores.
Os escamados apresentam protuberâncias hemipenianas que são observáveis externamente nos machos. Essas estruturas normalmente não deixam vestígios em fósseis de rocha dura, mas podem ser preservadas em âmbar.

