Para os pesquisadores, os resultados mostram que divulgar evidências científicas sobre a qualidade dos vinhos brasileiros pode ajudar a reduzir o impacto do xenocentrismo e fortalecer a imagem dos produtos nacionais entre os consumidores. O estudo também aponta que a metabolômica, técnica utilizada para identificar a composição química dos vinhos, pode ir além da autenticação da origem dos rótulos. A ferramenta tem potencial para diferenciar vinhos brasileiros no mercado e aumentar sua competitividade.
Com base nos resultados, os autores defendem que produtores e profissionais de marketing invistam em estratégias de comunicação apoiadas em evidências científicas e na validação de especialistas. A expectativa é que esse tipo de abordagem aumente a credibilidade dos vinhos brasileiros e contribua para ampliar seu reconhecimento no mercado.
O artigo The role of intrinsic quality in reducing consumer xenocentrism: evidence from a new world wine market foi publicado na revista Psychology & Marketing. Já a tese Uma abordagem metabolômica aplicada a vinhos: a química do terroir e a informação de origem está disponível na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP.
Mais informações: e-mails alvaro.cassago@alumni.usp.br, com Alvaro Luis Lamas Cassago; mateus.manfrin@usp.br, com Mateus Manfrin Artêncio; e febcosta@fcfrp.usp.br, com Fernando Batista da Costa
*Estagiária sob orientação de Simone Gomes






