
O projeto “Cosmopolíticas do cuidado no fim-do-mundo”, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, é uma iniciativa que articula antropologia, artes e saberes tradicionais para ampliar as práticas de saúde coletiva. Sob a coordenação do professor José Miguel Nieto Olivar, da FSP, e com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento do Estado de São Paulo (FAPESP), o projeto realizará em setembro, nos dias 14, 15 e 16, o 3º Encontro de Saberes Cosmopolíticas do Cuidado no Fim-do-mundo. O tema dessa edição do evento será “Perspectivas Contracoloniais sobre Saúde e Cuidado na Amazônia”. O encontro terá lugar na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em Manaus
Além de fomentar debates a partir dos trabalhos que compõem o projeto-rede Cosmopolíticas, a ocasião também celebra parcerias e perspectivas elaboradas desde o Amazonas. O objetivo do evento, que será aberto ao público, é construir conhecimento coletivamente, desde a troca de vivências e a pluralidade de mundos e de saberes sobre questões de saúde e
cuidado.
Para José Miguel Nieto Olivar, o seminário tem como ponto de partida o modo como “a gente vem estabelecendo relações nos últimos anos para se encontrar elaborando formas mais plurais de pensar, imaginar e de propor o trabalho no campo da saúde, a compreensão da saúde, a compreensão das formas de cuidado, a relação com o Estado, com as ciências, etc”.
Distante da FSP
O 3o Encontro de Saberes Cosmopolíticas do Cuidado no Fim-do-mundo será a primeira edição do evento realizada fora da instituição-sede do projeto, a FSP da USP. Para Elizângela Baré, doutoranda em saúde pública na USP e pesquisadora do Cosmopolíticas, nos seminários realizados pelo projeto “a gente sempre buscou ter no seminário vozes e corpos das pessoas que não fazem parte da academia, mas promovem todo um contexto de cura, de saúde”.
O encontro é organizado pelo CPaS-1 – Coletive de Pesquisa em Antropologia, Arte e Saúde Pública (FSP) da USP e conta com o apoio da Pró-reitoria de extensão da UFAM, do Instituto Leônidas & Maria Deane – Fiocruz Amazônia, da Coordenação Regional do Rio Negro da Fundação Nacional dos Povos Indígenas, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFAM, Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da USP, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Programa de Apoio a Eventos no País (PAEP) e da FAPESP.

Por Camila Montagner, bolsista Fapesp de Jornalismo Científico, doutora em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de
Campinas, Campinas, SP, Brasil. montagnercamilaf@gmail.com
Para mais informações acesse cosmopoliticasdocuidado.fsp.usp.br




