OMS diz que surto de ebola já matou quase 1 mil pessoas na RD Congo

22/07/2026 às 12:000 visualizações
Um profissional de saúde examina uma criança possivelmente infectada com o vírus ebola, que está sendo carregada nas costas de um cuidador, no Centro de Tratamento do Ebola em Beni, província de Kivu do Norte, República Democrática do Congo.
Um profissional de saúde examina uma criança possivelmente infectada com o vírus ebola, que está sendo carregada nas costas de um cuidador, no Centro de Tratamento do Ebola em Beni, província de Kivu do Norte, República Democrática do Congo.
Foto: © UNICEF/Vincent Tremeau / ONU Noticias
OMS diz que surto de ebola já matou quase 1 mil pessoas na RD Congo
22 Julho 2026 Saúde

Cinco províncias mais afetadas estão no leste do país, onde violência de milícias rebeldes continua generalizada e comunidades enfrentam clima de insegurança; desde 15 de maio, quando surto foi declarado, doença cresce a ritmo recorde.

As autoridades da República Democrática do Congo, RD Congo, anunciaram que o surto de ebola está se alastrando. Segundo agência de notícias, mais de 990 pessoas morreram da doença e 2.423 casos foram confirmados. 

De acordo com Thierno Baldé, gestor de incidentes da Organização Mundial da Saúde, OMS, a província de Ituri, no nordeste da nação africana, continua a ser o epicentro do surto, concentrando mais de 90% dos casos e 80% das mortes.

Epidemia expande-se para novas regiões 

Em declarações a jornalistas a partir de Bunia, capital de Ituri, o responsável confirmou que o vírus bundibugyo, responsável pelo atual surto continua a expandir-se para outras regiões do país africano.

Baldé contou que as cinco províncias afetadas estão na região oriental, onde a instabilidade crónica, a ameaça de conflito e os deslocamentos da população proporcionam as condições ideais para a propagação do vírus.

A OMS afirma já ter identificado áreas de transmissão intensa, zonas emergentes e áreas onde as cadeias de transmissão apontam para uma maior estabilidade. No entanto, a evolução e expansão do vírus continuam a ultrapassar a capacidade de resposta médica atual.

© UNICEF/Vincent Tremeau Um profissional de saúde examina uma criança possivelmente infectada com o vírus ebola, que está sendo carregada nas costas de um cuidador, no Centro de Tratamento do Ebola em Beni, província de Kivu do Norte, República Democrática do Congo.
© UNICEF/Vincent Tremeau Um profissional de saúde examina uma criança possivelmente infectada com o vírus ebola, que está sendo carregada nas costas de um cuidador, no Centro de Tratamento do Ebola em Beni, província de Kivu do Norte, República Democrática do Congo.
© UNICEF/Vincent Tremeau Um profissional de saúde examina uma criança possivelmente infectada com o vírus ebola, que está sendo carregada nas costas de um cuidador, no Centro de Tratamento do Ebola em Beni, província de Kivu do Norte, República Democrática do Congo.

Surto com o maior crescimento de sempre

O surto de ebola na RD Congo apresenta a propagação mais rápida já vista na nação africana. A variante bundibugyo ainda não conta com vacina ou tratamento aprovados pelas autoridades de saúde internacionais.

Profissionais da OMS continuam a encorajar as comunidades a aceitar tratamento e acompanhamento clínico, numa tentativa de conter as áreas afetadas e investigar em profundidade os casos e as cadeias de transmissão do vírus identificadas.

Em algumas regiões, os esforços clínicos têm demonstrado resultados encorajadores. Na pequena localidade de Mongbwalu, na província de Ituri, onde o surto foi detetado pela primeira vez, observam-se alguns sinais de estabilização.

Altamente contagioso e letal

O vírus bundibugyo constitui uma estirpe altamente contagiosa, responsável pela morte de 30% das pessoas infetadas nos dois surtos anteriores, em 2007 e 2012, no Uganda e na RD Congo, respetivamente. 

Entre os infetados, a doença começa por manifestar-se com sintomas semelhantes aos da gripe, como a febre. Em fases avançadas da infeção, o quadro pode evoluir para hemorragias graves, apresentando uma taxa de letalidade que ronda os 40%.

Fonte
ONU Noticias
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