Com show de Tom Zé e homenagem a Emicida, 6º DHFest ocupa São Paulo com cinema, teatro e música

24/07/2026 às 00:502 visualizações
André Conti — Foto: André Conti
André Conti — Foto: André Conti
Brasil de Fato

Entre os dias 29 de julho e 3 de agosto, acontece, na cidade de São Paulo, a 6ª edição do DHFest, o Festival de Cultura e Direitos Humanos, promovido pelo Instituto Vladimir Herzog e Pardieiro Cultural. O evento conta com uma programação gratuita que reúne cinema, teatro e música em torno do tema “Futuros em disputa: quem tem direito ao amanhã?”

As atividades acontecem em vários espaços culturais da capital paulista. Entre os principais estão o show de Tom Zé no Largo da Misericórdia, ao lado da Casa de Francisca, com a apresentação da Fanfarra As Obscênicas. No Centro Cultural São Paulo, haverá sessão do espetáculo “Ideias para Adiar o Fim do Mundo”, sessões de longas e curtas-metragens e a entrega do Prêmio Marimbás a Emicida no encerramento.

No cinema, um dos destaques é a première mundial de “Blackout”, na qual o diretor Daniel Augusto promove uma reflexão sobre a emergência climática e suas consequências políticas, econômicas e sociais. Além desse título, a seleção também inclui “Arquivo Vivo”, de Ana Carvalho e Vincent Carelli, sobre a devolução de imagens do acervo do Vídeo nas Aldeias a povos indígenas; “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai, ambientado no sertão do Piauí; “Lendo o Mundo”, de Catherine Murphy e Iris de Oliveira, sobre a experiência de alfabetização liderada por Paulo Freire em Angicos-RN, entre outras produções.

Além do entretenimento, o evento dedica uma fatia expressiva de sua estrutura para atividades de formação e debate. Mesas redondas, oficinas comunitárias e rodas de conversa abordarão eixos como direito à cidade, soberania cultural e valorização das identidades locais. A iniciativa busca instrumentalizar agentes culturais da própria comunidade, promovendo a troca de saberes entre mestres tradicionais e a juventude.

A acessibilidade é outro pilar central do DHFest. Com a maior parte das atrações concentrada em espaços públicos e com entrada gratuita, a organização visa garantir que o público trabalhador e suas famílias ocupem as praças e equipamentos culturais sem barreiras financeiras ou geográficas.

Para conferir a programação completa, acesse o site oficial.

Fonte
Brasil de Fato
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