Fome assola 67% da população da Faixa de Gaza em meio à continuidade dos ataques de Israel

23/07/2026 às 23:450 visualizações
Uma menina bebe água de um balde de plástico enquanto palestinos deslocados coletam água na área de Mawasi, em Khan Yunis, em 14 de agosto de 2025. À época, organizações internacionais já trabalhavam para fornecer água potável à população em meio ao agravamento da crise e à disseminação de doenças devido à destruição do sistema de saneamento básico, causada por Israel.
Uma menina bebe água de um balde de plástico enquanto palestinos deslocados coletam água na área de Mawasi, em Khan Yunis, em 14 de agosto de 2025. À época, organizações internacionais já trabalhavam para fornecer água potável à população em meio ao agravamento da crise e à disseminação de doenças devido à destruição do sistema de saneamento básico, causada por Israel.
Brasil de Fato

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estimam que aproximadamente 1,4 milhão de pessoas na Faixa de Gaza estão passando fome.

O número representa 67% da população total do enclave e, embora mostre uma ligeira melhoria em comparação com os 1,6 milhão de afetados (77%) registrados no final de 2025, mostra que a situação se mantém em nível crítico.

Organizações internacionais afirmaram que cerca de 212 mil pessoas estão imersas na fase quatro da Classificação Integrada das Fases de Segurança Alimentar (IPC, na sigla em inglês), que corresponde a uma emergência humanitária por fome.

De acordo com o sistema de medição do IPC, a insegurança alimentar é classificada em cinco estágios progressivos: segurança alimentar geral, insegurança alimentar crônica, crise alimentar e de subsistência, emergência humanitária e fome ou catástrofe humanitária.

As condições para a distribuição de ajuda são precárias nos territórios que fazem fronteira com a linha de controle militar israelense, que impõe severas dificuldades de acesso e restringe a entrega de suprimentos e serviços humanitários.

Organizações de saúde ligadas à ONU estimam que, nos próximos 12 meses, aproximadamente 74 mil crianças precisarão de tratamento especializado para desnutrição aguda, enquanto cerca de 25 mil gestantes e lactantes precisarão de suporte nutricional.

A campanha genocida perpetrada por Israel desde outubro de 2023 deixou até agora quase 73.300 mortos e mais de 173.900 feridos, de acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza.

Desde o cessar-fogo firmado em outubro do ano passado, pelo menos 1.127 pessoas foram mortas na Palestina, além de milhares feridas e soterradas nos escombros das áreas bombardeadas diariamente por Israel.

A continuidade da ocupação militar israelense do enclave exacerbou a crise de saúde no território, onde a destruição total de dezenas de centros médicos causou o colapso do atendimento médico e acelerou a disseminação de doenças infecciosas graves.

com informações da teleSur

Fonte
Brasil de Fato
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