O preço do barril subiu para níveis extremamente altos novamente em meio a preocupações de que as ações do Ansar Allah no mar Vermelho possam reduzir significativamente as exportações de petróleo da Arábia Saudita.
Na quinta-feira (23), o grupo, também conhecido como houthis iemenitas, que expressam apoio ao Irã, anunciaram que atacaram dois petroleiros sauditas, o Enselia e o Layla, acusando as tripulações de violarem o bloqueio naval imposto pelo grupo no mar Vermelho.
Segundo o porta-voz brigadeiro-general Yahya Saree, os navios foram atingidos por mísseis e drones, fazendo com que as embarcações pegassem fogo. Segundo o governo de fato do Iêmen, as ações ocorrem como uma resposta ao certo imposto por Riad ao país.
Segundo o jornal britânico The Guardian, a forte alta dos preços foi influenciada não apenas pelas ações dos houthis, mas também por uma nova escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã, já que o país reduziu novamente a quantidade de suprimentos de petróleo do golfo Pérsico através do estreito de Ormuz, controlado pelo Irã.
Em março, após o início da campanha militar dos EUA e de Israel contra o Irã, o preço do petróleo Brent ultrapassou US$ 100 (R$ 511) por barril.
Em abril, o preço do petróleo atingiu o pico de US$ 126 (R$ 643,86) por barril, mas no início de julho caiu para US$ 71 (R$ 362) em meio a esperanças de um cessar-fogo na região.
No entanto, o preço começou a subir novamente depois que o memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã foi violado e novas hostilidades eclodiram na região do Golfo.


