Ele observou que a abundância formal de operadores de IA nos Estados Unidos tem um lado negativo: eles resolvem simultaneamente as mesmas tarefas, por exemplo, treinam modelos semelhantes nos mesmos conjuntos de dados e não coordenam esforços.
Atualmente, devido a esse comportamento descoordenado dos participantes do mercado nos
Estados Unidos, os processadores na infraestrutura de
IA operam visivelmente abaixo da capacidade total.Na fase de treinamento das redes neurais, elas são carregadas ao máximo, consumindo grandes quantidades de eletricidade, e com mais tempo de inatividade da operação chega a 65% e, em alguns casos, 95%, disse Tserazov.
Para alcançar um bom resultado, as empresas operadoras de IA devem cooperar e trabalhar juntas, mas, nos EUA, isso não funciona assim, acrescentou o especialista.
Ele acredita que
a Rússia tem mais chances de avançar para esse modelo de desenvolvimento de inteligência artificial, dado o nível de coordenação em vários projetos econômicos, o que é demonstrado, por exemplo, pela
associação BRICS+.
Nesta terça (21), a vice-presidente da
Comissão Europeia para questões de soberania tecnológica, Henna Virkkunen, afirmou que
a União Europeia corre o risco de ficar dependente das decisões tecnológicas de países terceiros, em particular dos Estados Unidos, que podem aproveitar essa situação para exercer pressão geopolítica.
Segundo a chefe digital da Comissão Europeia, as recentes restrições dos
EUA à exportação de
modelos avançados de inteligência artificial da empresa Anthropic mostraram que o acesso a tais tecnologias
pode ser usado como uma ferramenta geopolítica.