"Eu acho que essa ideia de mobilização do entorno regional em torno dessa defesa do multilateralismo também é para manter a influência [brasileira] no cenário internacional, principalmente nesse entorno regional. O presidente Lula, desde seu primeiro mandato, é uma figura que quer esse protagonismo", disse.
Para assistir a este vídeo, por favor ative o JavaScript e use um navegador que suporte recursos do HTML5
"Acredito que essa ideia do espaço aéreo fora do âmbito do Mercosul se deve muito ao fato de que, dentro do Mercosul hoje, o Brasil não consegue ter tanta abertura para negociar isso. Mas não é uma maneira de exercer influência da forma como os EUA querem fazer. Porque os Estados Unidos, por exemplo, usam essas tarifas para influenciar eleições aqui no Brasil", comenta.
Sob taxações, o Brasil 'decola' para outros mercados
"Esse movimento de maior tentativa de integração latino-americana está muito vinculado a esse cenário internacional hostil. O Brasil vem sofrendo uma série de sanções dos EUA, que é nosso segundo maior parceiro comercial, sem embasamento algum. Então, o Brasil precisa diversificar suas parcerias comerciais", destaca.
Para assistir a este vídeo, por favor ative o JavaScript e use um navegador que suporte recursos do HTML5
"O Brasil sempre se colocou dentro do nosso entorno regional latino-americano como querendo ocupar essa posição de liderança. Nem sempre isso é bem visto pela América Latina. Em alguns países, o Brasil é visto como um país subimperialista, ou seja, que tem pretensões imperialistas também no território sul-americano", observa.
Céu em comum pode aumentar o fluxo comercial
"Para a Embraer, que é uma empresa brasileira muito bem estabelecida, vai ser ótimo. Isso também vai melhorar as chamadas cadeias globais de valor e a exportação de produtos de alto valor agregado. Então, essa tentativa de criar esse espaço aéreo será boa para o Brasil também", pontua.
Para assistir a este vídeo, por favor ative o JavaScript e use um navegador que suporte recursos do HTML5
"Alguns pontos do memorando de entendimento estão relacionados ao tráfego aéreo, as chamadas liberdades do ar, que são nove e a sétima, que está sendo negociada, por exemplo, permite que uma empresa aérea brasileira opere da Argentina para o Peru sem passar pelo Brasil. Isso vai ser significativo, principalmente para carga, porque o foco do governo brasileiro é ampliar o comércio de cargas", conclui.



