A revista destaca que as pinturas foram organizadas de acordo com princípios comuns, e não de forma aleatória, indicando um sistema gráfico coerente com uma ordem estrutural deliberada.
"Bisões, cavalos e cabras-monteses constituíam o centro de muitas composições. Outros animais apareciam ao redor deles em papéis coadjuvantes. Os bisões frequentemente ocupavam a posição mais central dentro das redes, embora os cavalos e as cabras-monteses também fizessem parte de um grupo estável que moldava o arranjo geral", ressalta a publicação.
© Foto / Revista de Métodos e Teoria Arqueológica / Intxaurbe, I., 2026A pedra com figuras de bisões e uma cabeça de cavalo pintadas.

A pedra com figuras de bisões e uma cabeça de cavalo pintadas.
© Foto / Revista de Métodos e Teoria Arqueológica / Intxaurbe, I., 2026Reconstrução integrada geoarqueológica, tafonômica e espacial da "Câmara das Pinturas" da Caverna de Santimamiñe, no País Basco, Espanha.

Reconstrução integrada geoarqueológica, tafonômica e espacial da "Câmara das Pinturas" da Caverna de Santimamiñe, no País Basco, Espanha.
© Foto / Revista de Métodos e Teoria Arqueológica / Intxaurbe, I., 2026Figuras encontradas nas paredes da caverna.

Figuras encontradas nas paredes da caverna.
A pedra com figuras de bisões e uma cabeça de cavalo pintadas.
Reconstrução integrada geoarqueológica, tafonômica e espacial da "Câmara das Pinturas" da Caverna de Santimamiñe, no País Basco, Espanha.
Figuras encontradas nas paredes da caverna.
Segundo a reportagem, mais de 500 figuras pintadas em nove cavernas bascas foram analisadas por meio de análise de redes e estatística para examinar a coocorrência, o posicionamento e a orientação direcional.
A direcionalidade seguia regras consistentes: os cavalos normalmente estavam voltados para a direita, enquanto os bisões e a maioria dos outros animais, para a esquerda, com apenas raras exceções.
Esse padrão se repetia em várias cavernas. Em vez de atribuir um significado simbólico, os pesquisadores trataram a arte como um sistema visual e confirmaram sua ordem interna por meio de vários métodos analíticos, incluindo redes e árvores de expansão mínima, observa o material.
Os resultados estão alinhados com observações arqueológicas anteriores, mas contradizem a explicação da lateralidade direita, já que os cavalos, as figuras mais comuns, geralmente estão voltados para a direita. Em vez disso, o estudo aponta para um código gráfico compartilhado, cujo significado se perdeu com o tempo.
Ao disponibilizarem publicamente seus dados e métodos, os autores possibilitam comparações entre regiões e oferecem uma estrutura aplicável a outros sistemas simbólicos antigos, como escritas e inscrições, demonstrando que a arte rupestre da Idade do Gelo, embora de significado enigmático, seguia uma lógica visual clara e estruturada, conclui a reportagem.


