Segundo estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), cerca de 18% das vendas brasileiras aos EUA serão afetadas, o equivalente a US$ 7,4 bilhões (mais de R$ 37,4 bilhões), pressionando empresas que dependem desse destino para manter faturamento e empregos.
A discussão inclui a possível aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, que autoriza respostas brasileiras a barreiras comerciais impostas por outros países, mas não é a primeira opção do governo que se preocupa com possíveis desdobramentos eleitorais.
As tarifas norte-americanas foram confirmadas após investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), resultando em uma alíquota adicional de 25% com extensa lista de exceções.
O governo brasileiro classificou a decisão como injustificada e politicamente motivada. O novo tarifaço entrou em vigor na quarta‑feira (22), enquanto os EUA já sinalizam novas sobretaxas de 10% a 12,5% para cerca de 60 países sob alegação de falhas no combate ao trabalho forçado.



