
Promover uma universidade mais inclusiva vai além da ampliação do acesso ao ensino superior. Também significa garantir que estudantes, docentes e servidores encontrem um ambiente acolhedor, diverso e livre de discriminação. Na USP, essa missão é conduzida pela Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP), que tem intensificado iniciativas voltadas à convivência, à permanência estudantil e à promoção de uma cultura de respeito.
Em entrevista ao boletim Por Dentro da USP, a pró-reitora de Inclusão e Pertencimento, Patrícia Gama, apresentou as principais prioridades da gestão, como o desenvolvimento de uma campanha educativa sobre o uso de substâncias, com foco na orientação da comunidade universitária para o consumo responsável e consciente.

Outra frente considerada estratégica é a criação de uma política institucional de mediação de conflitos. Segundo Patrícia, a PRIP já investe na formação de mediadores em parceria com outras instituições, especialmente a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O próximo passo será estruturar uma área permanente de mediação dentro da USP, colocando esse recurso à disposição da comunidade para contribuir com a melhoria das relações interpessoais.
O enfrentamento ao assédio também está entre as prioridades. Após um ano de funcionamento do Sistema USP de Acolhimento (SUA), a equipe identificou a necessidade de ampliar o entendimento da comunidade sobre o que caracteriza situações de assédio. “Percebemos que ainda existem muitas dúvidas sobre esses conceitos. Há situações relatadas como assédio que, do ponto de vista técnico, não se enquadram nessa definição”, explica Patrícia.
Diante desse cenário, a PRIP está revisando a resolução que trata do tema e prepara, em parceria com a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), um curso aberto de extensão para esclarecer conceitos e orientar a comunidade universitária e o público em geral.
A permanência estudantil também ocupa lugar central nas ações da Pró-Reitoria. Segundo a pró-reitora, esse trabalho envolve diferentes grupos e “implica em ajustes que a gente tem que fazer, adequações que a gente tem que fazer na Universidade”.
Para Patrícia Gama, o principal desafio da gestão está na dimensão da própria USP. Com uma comunidade que ultrapassa 120 mil pessoas, entre estudantes, docentes, servidores e trabalhadores terceirizados, implementar políticas de forma ampla e eficiente exige planejamento e articulação.”O desafio é fazer com que essas medidas alcancem toda a comunidade e sejam implementadas com a qualidade necessária, para que as pessoas percebam, de fato, as mudanças que estamos propondo”, afirma.
Por Dentro da USP
O boletim Por Dentro da USP é uma produção que divulga quinzenalmente as ações da administração universitária de interesse da população. Ouça os episódios anteriores.
Apresentação: Adriana Cruz e Michel Sitnik
Produção: Adriana Cruz e Michel Sitnik
E-mail: imprensa@usp.br






