IA em África: Um mercado milionário à espera de investidores, segundo o FMI 

24/07/2026 às 12:001 visualizações
Investigadores lembram que a IA pode permitir o próximo grande salto tecnológico no continente africano
Investigadores lembram que a IA pode permitir o próximo grande salto tecnológico no continente africano
Foto: © Unsplash/RoonZ nl / ONU Noticias
IA em África: Um mercado milionário à espera de investidores, segundo o FMI 
24 Julho 2026 Desenvolvimento econômico

Integração da tecnologia na indústria, agricultura e serviços promete aumentar a produtividade de setores críticos africanos; estudo destaca que, para desbloquear o potencial da IA, nações devem garantir a utilização ampla e segura das tecnologias emergentes. * 

A inteligência artificial, IA, pode aumentar a produtividade, criar melhores empregos e melhorar os serviços públicos na África subsaariana. Mas concretizar estes ganhos exigirá um acesso generalizado à eletricidade e à internet, bem como um investimento reforçado em competências digitais. 

Estas conclusões constam de um novo estudo do Fundo Monetário Internacional, FMI. A publicação prevê que, caso África mantenha os atuais níveis de preparação na próxima década, a IA irá contribuir apenas com 0,2% para o PIB da região. 

Potencial transformador 

O cenário inverso é o mais promissor. Se os países conseguirem criar as bases para acelerar a adoção e alargar o impacto da IA, os ganhos na atividade da economia poderão subir para cerca de 4% ao longo da década. 

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Esse crescimento adicional é crucial, tendo em conta o enorme desafio do emprego. Até 2030, a África Subsaariana representará cerca de metade das novas entradas na força de trabalho global. No entanto, a maioria dos trabalhadores dedica-se a atividades de baixa produtividade. 

Ao auxiliar a gestão de inventários, apoiar a transição para a formalidade empresarial e reforçar a capacidade de exportação, a integração da IA na região promete aumentar a produtividade económica, em oposição à substituição de trabalhadores. 

IA mostra sinais promissores 

A publicação destaca que o ponto central da integração da IA nos setores da economia africana prende-se com a sua capacidade de abranger explorações agrícolas, escolas, clínicas, pequenas empresas e administrações fiscais. 

Alguns sinais encorajadores podem ser observados no Gana, na Nigéria, no Ruanda e no Uganda. Os ensaios sugerem que o aconselhamento digital pode aumentar os rendimentos, especialmente quando combinado com melhores insumos. 

Por sua vez, na África do Sul, ensaios semelhantes com monitorização de culturas através de ferramentas de IA demonstram que a tecnologia pode aumentar a produção e reduzir o desperdício alimentar no setor. 

Concurso Fotográfico do Fórum WSIS, Tribo Nagaland Conectando o Mundo, Índia IA em África não é apenas uma questão de política tecnológica, mas sim uma questão central para a estratégia de crescimento
Concurso Fotográfico do Fórum WSIS, Tribo Nagaland Conectando o Mundo, Índia IA em África não é apenas uma questão de política tecnológica, mas sim uma questão central para a estratégia de crescimento
Concurso Fotográfico do Fórum WSIS, Tribo Nagaland Conectando o Mundo, Índia IA em África não é apenas uma questão de política tecnológica, mas sim uma questão central para a estratégia de crescimento

Experiências recentes noutros setores mostram resultados favoráveis com a tecnologia. É o caso do apoio à educação através de tutores de IA, do apoio ao diagnóstico e ao acompanhamento de doentes, bem como do reforço do cumprimento fiscal e da mobilização de receitas para o desenvolvimento. 

Concretizar o potencial da IA 

Apesar das disparidades no investimento e na produtividade na realidade de economias mais desenvolvidas, os investigadores lembram que a IA pode permitir o próximo grande salto tecnológico no continente africano. 

Para desbloquear o seu potencial, a publicação destaca a necessidade de investimento em redes de eletricidade fiáveis, infraestruturas de dados e no desenvolvimento de competências digitais entre os trabalhadores. 

Os autores acrescentam também a criação de regras claras e práticas sobre dados, concorrência, proteção do consumidor, cibersegurança e utilização responsável da IA nos setores públicos africanos. 

O documento lembra que a IA em África não é apenas uma questão de política tecnológica, mas sim uma questão central para a estratégia de crescimento, garantindo um uso amplo, acessível e seguro no continente. 

*Matéria original adaptada do original de Martin Schindler, Nikola Spatafora, and Andrew Tiffin. 

Fonte
ONU Noticias
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