Guerra no Irã expõe fim da dominância global dos EUA após queda da União Soviética, diz mídia

24/07/2026 às 15:460 visualizações
Foto: AVISO: midia estatal russa / Sputnik Brasil
A revista salienta que os confrontos de hoje no estreito de Ormuz destacam os limites do poder norte-americano.

"Os Estados Unidos não conseguem submeter os outros à sua vontade por meio do uso da força a baixo custo. Ao contrário de garantir estabilidade e previsibilidade, o poder norte-americano se tornou uma fonte de instabilidade", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, a crença na invencibilidade militar dos EUA após a Guerra Fria se desgastou à medida que países mais fracos e atores não estatais passaram a utilizar tecnologias de precisão baratas e amplamente disponíveis para infligir custos desproporcionais.
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A globalização disseminou os componentes comerciais de armamentos avançados, permitindo que atores como o Irã e suas forças aliadas interfiram em pontos-chave e minem a ordem apoiada pelos EUA, sem que seja necessário vencer batalhas convencionais, observa o artigo.
Como resultado, as forças norte-americanas ainda têm a capacidade de destruir alvos, mas não conseguem mais impor resultados políticos de maneira confiável nem garantir um comércio global seguro a baixo custo.
Conforme acrescenta a revista, os riscos crescentes às principais rotas marítimas, os custos mais elevados de seguro e transporte e a necessidade de cadeias de abastecimento redundantes significam que proteger a globalização está se tornando mais caro e incerto.
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Em suma, o domínio dos EUA está enfraquecendo, de modo que a influência de Washington depende cada vez menos da capacidade militar e cada vez mais da confiança que os demais depositam na capital norte-americana para manter o mundo previsível, conclui a reportagem.
Anteriormente, uma mídia italiana escreveu que o encontro recente entre o presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Pequim, revelou uma mudança na ordem mundial favorável a Moscou e Pequim.
Segundo o material, não foi por acaso que, durante a reunião, foi assinada uma declaração sobre parceria abrangente e cooperação estratégica entre os dois países. O encontro entre Putin e Xi Jinping não é apenas uma reunião bilateral, mas um reflexo da mudança no equilíbrio global, no qual o centro de gravidade político e econômico continua se deslocando em direção à Eurásia.
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Sputnik Brasil
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