A revista destaca que o estudo examinou os restos mortais de duas crianças em idade perinatal, encontrados em um canal de latrina romana abandonado no Odeion, um edifício que, outrora, era utilizado para apresentações públicas.
"O enterro ocorreu dentro de um canal de esgoto construído no período romano, entre os séculos II e III d.C. O canal fazia parte de uma latrina pública com cerca de 30 assentos. Na época do enterro, o Odeion já havia perdido sua função original e estava localizado dentro de uma área sagrada mais antiga", ressalta a publicação.
© Foto / A infância no passado/OeAI-OeAW / C. Partiot.Vista cima da sepultura com desenho dos restos mortais e observações arqueotanatológicas.

Vista cima da sepultura com desenho dos restos mortais e observações arqueotanatológicas.
© Foto / A infância no passado/OeAI-OeAW / L. ZabranaVistas do lado leste e de cima do túmulo antes da abertura, e vista de cima do túmulo após a abertura.

Vistas do lado leste e de cima do túmulo antes da abertura, e vista de cima do túmulo após a abertura.
© Foto / A infância no passado/OeAI-OeAW / L. ZabranaLocalização da cidade de Éfeso, no oeste da Turquia.

Localização da cidade de Éfeso, no oeste da Turquia.
© Foto / A infância no passado/OeAI-OeAW /J. WurzerRestos mortais de recém-nascidos.

Restos mortais de recém-nascidos.
Vista cima da sepultura com desenho dos restos mortais e observações arqueotanatológicas.
Vistas do lado leste e de cima do túmulo antes da abertura, e vista de cima do túmulo após a abertura.
Localização da cidade de Éfeso, no oeste da Turquia.
Restos mortais de recém-nascidos.
Segundo a matéria, a datação por radiocarbono situa o túmulo entre os séculos VIII e IX, indicando que o santuário de Éfeso permaneceu em uso até ser soterrado por inundações medievais séculos mais tarde.
O túmulo do tipo cista, cuidadosamente construído, continha dois bebês prematuros colocados lado a lado, com as cabeças voltadas para o oeste, seguindo costumes cristãos primitivos e demonstrando cuidado deliberado.
As crianças, provavelmente gêmeas, não possuíam objetos funerários, mas apresentavam vestígios de envoltórios de tecido e um objeto de ferro. Uma delas apresentava uma rara costela cervical, associada a riscos de desenvolvimento, observa o artigo.
Conforme acrescenta a revista, diferentemente de muitos sepultamentos infantis antigos, que sugerem exclusão, a construção e o tratamento desse túmulo refletem luto e proteção dentro da prática cristã.
O estudo destaca como esse sepultamento do período bizantino médio revela as respostas da família à perda de uma criança e a reutilização de um espaço sagrado esquecido para um enterro respeitoso, conclui a reportagem.


