"Venho trabalhando com a temática do BRICS há quase 15 anos e, em 2021, tomei a iniciativa de reunir pesquisadores e estudantes interessados na cooperação Sul-Sul, para pensar o direito, o desenvolvimento e as relações internacionais a partir de uma perspectiva não colonial, ou seja, pensar os nossos desafios globais a partir de outros olhares. E a temática do BRICS dialoga muito com isso", disse.
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"Alguns de meus alunos do curso de relações internacionais entraram na minha sala e, quando viram a bandeira da Rússia na minha mesa na universidade, me perguntaram: 'Por que o senhor não constrói um grupo de pesquisa? Porque aqui existem muitas pessoas que gostam da Rússia.' Então foi assim que surgiu o grupo [PRORUS], que existe desde 2014 e vem atuando de maneira bastante profícua na universidade", comenta.
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Atividades que ultrapassam os muros das faculdades
"Infelizmente, temos muito desconhecimento das culturas dos povos de países fora do eixo Europa e EUA. Então, por meio do cinema misturado com debate, fazemos uma articulação com estudantes bem jovens, de 12 e 14 anos, para formar uma nova geração de pessoas que conheçam um pouco de cada um desses países a partir da produção cinematográfica dos próprios países. Isso faz parte do NEPBRICS", destaca.
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"Estamos acertando um convênio com a Universidade Estatal de São Petersburgo para o ensino da língua russa na UFSC, intercâmbio de colegas russos no Brasil e de alunos brasileiros na Rússia. Por causa do PRORUS, coordeno convênios de cooperação entre a UFSC e a Universidade de Rostov-on-Don e já conversei com colegas de Kazan e de Moscou. Enfim, isso acabou acontecendo naturalmente", observa.
Intercâmbio internacional acontece com frequência
"A Summer School, voltada exclusivamente para a temática BRICS, é um projeto pioneiro aqui na Bahia, e eu diria até no Nordeste do Brasil. Na primeira Summer School [em 2025], recebemos candidaturas de mais de 20 países para virem a Salvador e ficarem mais de 20 dias aqui. Eu visualizo que existem mudanças acontecendo no campo da juventude e da universidade, mas que ainda estão ganhando seu espaço", pontua.
"Hoje, no PRORUS, temos colegas russos, brasileiros e até pessoas de fora da universidade. Nosso principal objetivo é prover um estudo sobre a Rússia em amplo aspecto, desde economia, filosofia, relações internacionais etc. Eu já perdi as contas, sinceramente, de quantos alunos que participaram do PRORUS já foram para a Rússia e desenvolveram atividades lá", conclui.
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