Na sexta-feira (24), o escritório do Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que Washington está impondo tarifas de 10% a 12,5% sobre produtos de 60 parceiros comerciais, dependendo de terem ou não uma proibição legal à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Segundo a reportagem, Kallas questionou a justificativa de Washington para a imposição das novas tarifas sobre produtos europeus, acrescentando que as alegações de deficiências no sistema de controle do trabalho forçado na UE são, supostamente, infundadas.
"Tínhamos um acordo com os Estados Unidos e honramos esse acordo. [...] Portanto, o descumprimento desse acordo foi uma surpresa desagradável", disse Kallas à Reuters.
Ela afirmou que o bloco interpretou as novas tarifas dos EUA como um choque e que os líderes europeus pedirão esclarecimentos à Casa Branca sobre a medida.
Segundo a reportagem, com as tarifas, a administração Trump tenta restaurar seu conceito pré-eleitoral de impor tarifas "quase globais", depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas "recíprocas" que haviam sido impostas com base em poderes de emergência para reduzir o déficit comercial dos EUA no início deste ano.
Em agosto de 2025, Washington e Bruxelas anunciaram um acordo-quadro sobre comércio. O acordo previa que a União Europeia eliminasse as tarifas sobre todos os produtos industriais dos EUA, enquanto Washington manteria uma tarifa de 15% sobre a maioria dos produtos do bloco.


